Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Higiene pública

SANCIONAR QUEM FACILITA

QUE RESÍDUOS SEJAM JOGADOS PARA O CHÃO

ZÉ D'ALBUFEIRA                       d.r.

Penso que é meritória, pecando apenas por tardia, a campanha lançada pela autarquia com vista à recolha selectiva de lixos. A afixação de alertas nos contentores é útil e conveniente, mas precisa ser acompanhada de acções mais concretas, orientadas para nichos específicos.

E o mais urgente deve ser, em meu entender, dirigido aos estabelecimentos comerciais que fornecem profusamente matéria que constitui desperdício para jogar fora. Como é o caso do McDonald's, cujas zonas limítrofes apresentam constantemente o aspecto porco que a foto de baixo documenta. Mesmo no Inverno quando - queixam-se - os clientes rareiam.

E se não forem com caldinhos de galinha, apliquem-se coimas que doam, se querem ver pôr termo à imundície rapidamente.

 

*fotos ALBUFEIRAsempre

 



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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Poeta alentejano de Albufeira

MORREU MÁRIO GRENHO

ZÉ D'ALBUFEIRA                               d.r.

Faleceu há coisa de um mês uma figura que, aos poucos, se foi popularizando em Albufeira nos últimos anos. Mercê da sua simpatia, trato afável e extrovertido - e especial vocação para fazer amigos -, o senhor Mário, assim tratado com ternura por quantos o conheciam, fixara residência entre nós após se ter reformado dos Tribunais. Traído pelos membros inferiores, viu-se impedido de conduzir e fazer longas caminhadas, tornando-se presença habitual nas carreiras do Giro. Ficou amigo de motoristas e passageiros mais assíduos. De todos recebia manifestações de carinho.

Soube da sua morte a semana passada pela própria filha, que eu não conhecia (nem ela a mim). O que não impediu que, logo ali, me tivesse incumbido de uma tarefa que cumpri com prazer: distribuir pelos amigos do senhor Mário alguns exemplares do livro de poemas por ele publicado - o que muitos de nós ignorávamos por completo, tal a sua simplicidade.

Deixou-nos, em boa verdade, mais um poeta albufeirense, não obstante nascido alentejano.

Mário Grenho, que contava 91 anos, nasceu no Redondo (Alto Alentejo), o que o levou a inserir no prefácio da sua obra a seguinte quadra:

                                                   Sou de lá, do Alto Alentejo

                                                   E de lá sempre quis ser

                                                   Os versos que faço sem pejo

                                                   São desabafos... p'ra esquecer.

Como se poderá concluir do soneto que abaixo damos à estampa, ser poeta foi um objectivo que o senhor Mário perseguiu durante toda a vida. A publicação do livro terá sido o triunfo desse desiderato.

 

Gostava de ser um poeta

 

                                      Sempre gostei de fazer versos

                                                   Mas nunca me julguei um poeta

                                                   Sim porque não quero passar por pateta

                                                   Nem quero pensar em falsos sucessos.

 

                                                   Adoro de alma e coração a poesia

                                                   Mas não quero enganar a mim mesmo

                                                   Nem sequer fazer versos a esmo

                                                   E os que faço é com muita alegria

 

                                                   Porque é que Deus não me deu o condão

                                                   De ter nascido com uma veia poética?

                                                   Confesso-o com mágoa e até amargura

 

                                                   Mas sinto que os versos me vêm do coração

                                                   Talvez sem simetria, rima ou estética

                                                   Face, por certo, à minha pouca CULTURA

*foto ALBUFEIRAsempre

 



publicado por albufeiradiario às 00:27
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Blogosfera apoia Imprensa livre/Manifestação em S. Bento

Revelações do SOL levam a manifestação pela liberdade de imprensa



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Imagens que falam por si - XXV

 

d.r. ALBUFEIRAsempre

 

Ainda há quem respeite a legislação que regula o uso da Bandeira Nacional

 



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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Saia de casa

Roteiros pedestres de Albufeira

PAU DA BANDEIRA-PORTO DE PESCA -PAU DA BANDEIRA

ZÉ D'ALBUFEIRA

ALBUFEIRAsempre começa hoje a publicar, a título meramente indicativo, umas dicas sobre itinerários a percorrer em momentos de lazer, particularmente aos fins-de-semana. Nada mais nos move do que o desejo de oferecer aos nossos conterrâneos - e também a quantos nos procuram - informação actualizada e, tanto quanto possível, esclarecedora, sobre lugares e instituições da nossa cidade que merecem uma visita atenta. Proporcionando-lhes, quiçá, momentos agradáveis em família ou isoladamente. E, quem sabe, levando-os à descoberta de coisas interessantes, nas quais nunca antes haviam reparado.

 

PAU DA BANDEIRA - PORTO DE ABRIGO - PAU DA BANDEIRA

Se vive fora da cidade, estacione o carro no parqueamento frente à Câmara Municipal. Dentro de meses, poderá deixá-lo no parque em construção no campo da bola do Inatel. Se habita na malha urbana, mas longe do local que lhe proponho para ponto de partida, utilize o Giro. Todas as linhas têm paragem junto ao edifício-sede do concelho.

Tome a Rua das Telecomunicações, até ao Pau da Bandeira. Aí, aprecie as vistas maravilhosas sobre o oceano e, sobretudo, a excelente panorâmica da zona antiga de Albufeira.

 

 

 

Desça pela escada rolante à Praça dos Pescadores, vá até ao extremo do pontão. Parece estar sobre um barco, ao largo, a olhar a "vila branca em mar azul". Atravesse o Cais Herculano e suba a Rua da Bateria.

 

 

 Caminhe devagar, para poder melhor apreciar, olhando as ruas à sua direita, a zona mais genuína de Albufeira, com o casario branco encimado por açoteias ou telhados de duas águas e pouca inclinação. Ao cimo da rua, debruce-se no muro e fixe-se no que resta do antigo paiol do castelo.

 

 

 

Pare na Praça da República e entre no Museu Municipal de Arqueologia, que acolhe um espólio valiosíssimo (que o saudoso padre Semedo começou por recolher na Quinta da Retorta, a meio do século passado), qual retrato em pedra da História local.  À saída, volte à direita, dirija-se à Igreja da Misericórdia e aprecie a imagem do Senhor Morto, sob o altar.

 

 

 

Retome o trajecto pela rua da Torre do Relógio e caminhe até ao Museu Paroquial de Arte Sacra, na Igreja de S. Sebastião. Aprecie os objectos de culto que os nossos antepassados utilizavam nas práticas religiosas da nossa terra, ainda hoje arreigadas nas famílias mais tradicionais.

 

 

Siga, depois, direito à Esplanada Dr. Frutuoso da Silva e miradouro da cerca sobre os rochedos onde outrora estava o Passeio dos Tristes (um dos ex-líbris de Albufeira tristemente destruído pelo camartelo municipal). De ambos disfruta vistas fenomenais. Continue até ao Largo da Bica, outro miradouro de vistas largas sobre o Atlântico.

 

 

 

Suba até aos baixos do Cemitério velho, mas, na parte da tarde, não pretenda visitar algum ente querido que lá tenha sepultado - porque fecha às 14 horas!

Vá antes ao passeio da estrada da Orada, sobranceiro ao Porto de Pesca. Ao admirar os barcos e apetrechos dos nossos pescadores, tome consciência de que poderia haver dez vezes mais, se o porto de abrigo tivesse sido construído há três ou quatro décadas, como era legitimamente reivindicado. Muitos filhos de pescadores do século passado não teriam enveredado por outras profissões e a nossa terra teria hoje, seguramente, uma frota de pesca nunca inferior à de Quarteira.

 

 

Daqui, marche rua acima até à Avenida do Ténis. Passará ao lado das mais antigas escolas ("Primárias") de Albufeira construídas de raíz. A 'Escola dos Meninos' e a 'Escola das Meninas' - eram assim designadas nos tempos da nossa meninice (refiro-me aos de mais de 40 anos), devido à separação de sexos. São dois belos exemplares da arquitectura escolar do Estado Novo. Chegando ao fim da avenida, está à porta do Parque Lúdico.

 

 

 

Entre e descanse. Se se faz acompanhar dos filhos ou netos, deixe-os brincar à vontade. Até você pode (deve) fazer exercício. Encontra lá aparelhos próprios para ginástica de manutenção.

Refeitas as forças, tome caminho pela Rua 1º de Dezembro abaixo, passe junto à Torre dos Sinos da Igreja Matriz. Com um pouco de sorte, se for sábado ou domingo, meia hora antes da missa, poderá ouvir a música encantadora do carrilhão tocado pelo Jacinto ou pelo Raul.

 

 

 

Desça as escadinhas frente ao adro, passe pelo Café da Júlia e vá até à Meia Laranja. Aí, se é saudosista (no bom sentido) do que Albufeira tinha de bom, feche os olhos. Atravesse de olhos fechados, para não ver o crime hediondo que o Polis praticou sobre o nosso lindo jardim. Mas tenha cuidado, que a calçada está mal e porcamente assente e pode tropeçar. Não passe muito junto à Central Eléctrica, pois pode encalhar no busto de Samora Barros e até encharcar os sapatos em mijo de cão.

 

 

 

Tome a Avenida 25 de Abril até ao fim (cuidado com o piso em pedra junto ao Turial, partido e escorregadio em tempo de chuva), suba na escada rolante e faça o percurso inverso até ao local onde deixou a viatura ou à paragem do autocarro.

 

Reparou concerteza que não anotei qualquer referência de pormenor ao conteúdo dos museus. Fi-lo propositadamente, para que seja você, ao passar a porta sem nenhum objectivo pré-definido, a pesquisar a seu bel-prazer. Colherá melhores frutos se ajustar a sua própria sensibilidade às peças expostas.

*fotos ALBUFEIRAsempre (DIREITOS RESERVADOS)

 



publicado por albufeiradiario às 04:39
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Pergunta inocente

ETA: TONELADA E MEIA DE EXPLOSIVOS NA CASA DE ÓBIDOS

(Dos jornais)

                          d.r. (Público)


O ministro Rui Pereira está de férias?


 



publicado por albufeiradiario às 21:17
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Santo António com o Menino

PAINEL DE AZULEJOS

EM RISCO DE SE PERDER

ZÉ D'ALBUFEIRA                    d.r.

O painel de azulejos de Santo António com o Menino que encima a parede da Casa Bentes, confinante com a  Igreja de S. Sebastião, ameaça ser arrastado pela queda do reboco e perdido irremediavelmente, em virtude do adiantado estado de abandono em que se encontra o edifício, em ruinas.

Sem consultar nenhum perito na matéria, atrevo-me a afirmar tratar-se de um conjunto de algum valor artístico, representativo da azulejaria portuguesa do século passado, digno de figurar em museu - eventualmente no Museu de Arte Sacra existente ali ao lado.

Mais do que a minha idade tem, concerteza. Lembro-me dele desde que comecei a abrir-me à compreensão do meio envolvente, no começo dos anos cinquenta. Iluminado todas as noites por uma lanterna eléctrica.

Consta que o edifício pertence a um Banco, como tantos outros a degradar-se por este País fora. Era bom que quem de direito providenciasse junto dos proprietários no sentido de proceder à recolha do painel por mão especializada. Antes que a casa venha por aí abaixo, pela força da natureza ou imposição do camartelo.

*fotos ALBUFEIRAsempre

 

                              d.r.

 



publicado por albufeiradiario às 21:37
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Alicoop/Alisuper

"QUEM HÁ-DE GABAR O NOIVO...SE NÃO A NOIVA?"

(MELHOR, O MANO SE NÃO A MANA?)

ZÉ D'ALBUFEIRA                   d.r.

Para que fique à partida bem claro: sou pela viabilização do grupo Alicoop/Alisuper, sobretudo pela garantia dos postos de trabalho e para que sejam pagas aos trabalhadores todas as importâncias que lhes são devidas. Tal como sou pelo apoio a qualquer entidade empresarial em dificuldades, das quais possam resultar efeitos perversos para a estabilidade das famílias. A menos que as dificuldades tenham origem em falcatruas patronais, obviamente.

Já não posso concordar é com o facto de a Câmara de Silves, presidida por uma das sócias maioritárias do grupo em questão e irmã do outro sócio maioritário, líder da administração e alegado principal responsável pelo descalabro (diz-se que terá "abandonado" o barco pela vaidade de ser presidente da Confederação do Comércio de Portugal), tomar a posição pública que tomou, de pressão sobre as entidades envolvidas (e a envolver), quando situações de igual ou maior gravidade lhe passam pura e simplesmente ao lado.

É verdade que a senhora presidente não subscreveu o fax, em termos de intervenção física. É fácil ausentar-se no momento da assinatura ou meter um dia de baixa ou umas férias, deixando, porém, a encomenda feita aos outros edis, até os opositores, para uma tomada de posição conveniente aos seus interesses pessoais e familiares.

A ausência de uma liderança capaz na gestão dos últimos anos do grupo Alicoop/Alisuper terá muito a ver com a situação catastrófica a que este chegou. Um crescimento desordenado e a falta de acompanhamento das alterações do mercado, segundo sócios e cooperantes que pediram o anonimato, terão conduzido a maior rede de distribuição da região do Algarve ao beco (quase) sem saída em que se encontra. Fruto da irresponsabilidade, perante a responsabilidade de manter a estabilidade de centenas de famílias. E também de garantir condições para a manutenção em (bom) funcionamento de dois pilares da cultura e da comunicação social do Algarve: o Museu da Cortiça, na antiga Fábrica do Inglês em Silves, e o jornal 'barlavento', que é só o expoente máximo da imprensa regional algarvia (aliás, um dos títulos mais conceituados do País) e não conseguiu ficar a coberto da (iminente ameaça) de insolvência do grupo-mãe por culpa da atitude displicente da respectiva administração. 

Oxalá o grupo Alicoop/Alisuper consiga superar todas as dificuldades e manter incólume a sua actividade, para bem de quantos por ele têm dado o litro ao longo de anos e não merecem cair por indecente e má figura de quem tem a cargo a respectiva gestão. Juízo tiveram alguns proprietários de lojas franchisadas, que - protagonistas atentos e perspicazes - se desligaram atempadamente da marca, continuando a operar por sua conta e risco. Mal estão os trabalhadores por conta de outrem, sujeitos ao risco de se afundarem com a embarcação. [Actualizada em 05/02/10 - 07H47]

*foto ALBUFEIRAsempre

 



publicado por albufeiradiario às 21:29
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Imagens que falam por si - XXIV

 

                              d.r. ALBUFEIRAsempre

 

Um velho lobo do mar, mesmo reformado,

não sabe viver sem a aventura da pesca...

 



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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Alertas que valeram a pena

 

 Plantaram uma árvore no local

 

 Os buracos foram tapados (sem recurso ao Narciso)

 

 Sinais substituídos por sinalética adequada

 



publicado por albufeiradiario às 21:44
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