Terça-feira, 29 de Agosto de 2006
Filho insigne de Albufeira

BEATO VICENTE DE SANTO ANTÓNIO

não tem recebido dos conterrâneos o tratamento que lhe é devido    

                     ZÉ D'ALBUFEIRA                       

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Passa no próximo domingo, dia 3 de Setembro, mais um aniversário da morte do Beato Vicente de Santo António.

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Filho ilustre de Albufeira, onde nasceu em 1590, Vicente de Carvalho (de seu nome civil) dedicou-se, por vocação e amor a Deus, à vida eclesiástica.

 

Depois de uma existência atribulada, em que passou por vicissitudes de vária ordem, sempre por amor a Deus e ao próximo, este nosso conterrâneo foi missionário no Oriente numa época em que Portugal e os portugueses procuravam implementar naquelas paragens os valores da civilização ocidental e a doutrina cristã.

 

No Japão, 'passou vida tormentosa, sofrendo o atroz martírio das águas sulfurosas e por fim o suplício do fogo' [*]. Tudo 'para dilatar a doutrina' [*] de Jesus Cristo, a que se entregara com uma fé indómita.

 

Quando colocado na fogueira para ser consumido pelas chamas, os verdugos ataram-lhe um dedo ao tronco com um fio muito fácil de partir, dizendo-lhe que, se quisesse renegar a fé cristã, poderia desprender-se do tronco e libertar-se da imolação.

 

Não o fez, optando por morrer fiel a Cristo!

 

Este nosso conterrâneo, descoberto para os albufeirenses e para a História de Portugal pelo saudoso Padre Semedo, ainda não mereceu da população de Albufeira e dos seus autarcas (mesmo dizendo-se cristãos, alguns, e reconhecendo que a esmagadora maioria da população o é) a atribuição de uma rua ou uma escola (ou ambas, por que não?) com  o seu nome.

 

É oportuno referir que o nosso Beato Vicente é o único mártir algarvio.  Pelo menos que se conheça.

 

Pois mesmo assim é ignorado pelas forças vivas da nossa terra. Quer dizer, não é totalmente ignorado, porque as festas em sua honra, em anos de eleições, sempre ajudam a conquistar os votos de algumas famílias... 

 

Mas ainda não conseguiram descobrir (porque verdadeiramente não têm vontade para o fazer) um cantinho qualquer da nossa cidade ao qual atribuir o nome deste distinto albufeirense.

 

Parece ridículo, não é? Numa terra onde há ruas e becos e praças e pracetas baptizadas com nomes de pássaros e  flores e de gente medíocre que passou por aqui apenas para se servir ou que, sendo de cá natural, nada fez pela comunidade - é ridículo que os responsáveis não vislumbrem um sítio qualquer para ostentar o nome de Beato Vicente de Santo António. Ou São Vicente de Albufeira, como já lhe chama o Cónego Rosa, certamente confiante na futura canonização.

 

Mais: existem em Albufeira uma rua, uma travessa e umas escadinhas com o nome de São Gonçalo de Lagos (também chamado santo, mas ainda beato)!

 

Gritante hipocrisia. Farisaísmo, com mais propriedade me permito chamar-lhe, significando embora o mesmo.

 

PARÓQUIA TEM CULPAS NO CARTÓRIO

 

A própria Paróquia não está em meu entender isenta de culpas nesta matéria.

 

Após vários anos de ignorância do legado cultural do Padre Semedo e da sua acção em prol da divulgação da vida e obra do Beato Vicente, foi o respectivo culto retomado há sensivelmente década e meia. Porém, negligenciando factos e testemunhos que se perderam no tempo. E deixando de lado ex-colaboradores do antigo prior de Albufeira, fiéis à devoção do beato aqui nascido, os quais poderiam ter dado um contributo muito válido nesta cruzada.

 

Parece que tudo começou de novo, quase sem ligação ao passado. Quando, afinal, do que se deveria tratar é de celebrar o passado para construir o futuro. Das novas gerações paralisadas numa encruzilhada sem ninguém a apontar-lhes o rumo certo. Vulneráveis a falsas referências. Que diariamente as seduzem pela  televisão, em forma de telenovelas de cordel. Valorizando a desagregação da Família e padrões morais contrários aos valores que nos enformam.

 

EM CASA DE FERREIRO...

 

Um acólito natural de Albufeira, que afirma sentir o Beato Vicente como irmão, propôs há meses que o grupo de acólitos que integra, constituíndo-se em associação de erecção canónica e de direito civil, tomasse a designação de Associação de Acólitos de S. Vicente de Albufeira e adoptasse no logotipo a criar uma figura estilizada daquela criatura de Deus.

 

Em resposta, passou a ser timbrado papel com o nome de Associação de Acólitos de Albufeira, encimado por um logotipo construído com elementos que nada têm a ver com o beato nosso conterrâneo. 

 

Por outro lado, a Conferência de S. Vicente de Paulo, que em variadíssimas paróquias tem tomado nomes de santos de culto local predominante, há muito poderia  (deveria) ter assumido a designação do nosso Beato Vicente. Salvo a existência de  alguma razão impeditiva. Que não conheço.

 

Assim, é (bem mais) difícil convencer a sociedade civil da bondade de adoptar o nome e a memória do ilustre filho de Albufeira Vicente de Carvalho. Vicente de Santo António para a Igreja Católica Apostólica Romana.

 

[*] da pagela de orações para pedir graças por intercessão do B. Vicente                                         

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Sábado, 26 de Agosto de 2006
Imortal Desportivo Clube

ADOLFO É O NOVO PRESIDENTE

ZÉ D'ALBUFEIRA

Adolfo Gregório foi ontem eleito presidente do Imortal, numa das mais concorridas assembleias eleitorais dos últimos dez anos. A reunião magna do popular clube albufeirense elegeu a única lista que se apresentou a sufrágio por unanimidade e aclamação.

José Carlos Rolo assume a liderança da assembleia geral e José Ramalhete passa a presidir ao conselho fiscal.

O elenco toma posse na próxima terça-feira, às 19 horas, na sala de imprensa do estádio municipal.

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As quadras de António Ferreira

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Neste cantinho de Portugal

nasceu aqui, por encanto,

o nosso querido IMORTAL,

que nós amamos tanto!



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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006
Adolfo Gregório deverá ser o novo presidente

IMORTAL   VAI   A   VOTOS

                       ZÉ D'ALBUFEIRA                                           

Os sócios do Imortal Desportivo Clube vão hoje às urnas para eleger a nova direcção para o próximo triénio. 

Há apenas uma lista candidata, encabeçada por Adolfo Gregório, que congrega à sua volta um conjunto de associados provenientes das mais diversas áreas socio-económicas, com prevalência de antigos responsáveis pela gestão da decana e mais representativa agremiação desportiva do concelho de Albufeira.

Este grupo de sócios, que se propõe regenerar o quase nonagenário clube (o Imortal foi fundado em 1920), divulgou um manifesto eleitoral intitulado: "Novo Rumo, Nova Dinâmica - Por Albufeira e Pelo Desporto".

Neste manifesto elencam uma série de acções que pretendem implementar ao longo do mandato, com as quais visam direccionar o clube para o futuro das gerações que agora se iniciam na prática desportiva, no pleno respeito pelos pergaminhos que ostenta.

A vertente cultural constitui também uma das linhas de força da candidatura.

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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2006
Para agir quanto antes

APELAMOS À FAMÍLIA DE SAMORA BARROS

ZÉ D'ALBUFEIRA

Não vale a pena apelar mais aos senhores todo-poderosos do Polis. Transportam na cabeça um volume de massa cinzenta não superior ao de um passarinho. Daqueles cujos nomes a Câmara atribuiu a algumas ruas.

Também de nada serve lembrar ao executivo camarário que foi sufragado legítimo representante do eleitorado. Devendo actuar como tal. Em todas as circunstâncias. Também, obviamente, na defesa dos valores culturais da nossa terra. De que faz parte o pintor Samora Barros.

Por isso, dirigimos o nosso apelo lancinante à família do saudoso mestre.

Não deixem que a memória do vosso antepassado seja vilipendiada. Não autorizem o uso que está a ser dado ao busto recolocado na meia laranja.

Ali onde foi implantado, sem uma vedação, é um estímulo e um desafio para os bêbados e energúmenos que à noite frequentam aquela praça. Não vai durar muito tempo limpo. Nem inteiro.

Actuem enquanto é tempo. Para não verem enxovalhada na praça pública a memória de mestre Samora Barros!

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006
Foi-se o turismo de pacotilha

PODEMOS RESPIRAR DE ALÍVIO

 ZÉ D'ALBUFEIRA              

Precisamos do turismo. É verdade. À volta dele gravitam todas as actividades económicas da região. Directa ou indirectamente o turismo alimenta-nos as famílias. Indesmentivel.

Porém, respiramos de alívio quando, chegados à derradeira semana de Agosto, nos vemos livres dessa praga de 'turistas' de pacotilha que nos calha em sorte ano após ano.

São os novos-ricos da sociedade portuguesa. Pessoas cujo crescimento intelectual e cívico não acompanhou, nem pouco mais ou menos, o sucesso financeiro. Por ostentarem riqueza, julgam-se donos de tudo e de todos. Vêm para o Algarve armados em 'senhores' que, efectivamente, não são. Com sete pedras na mão. Prontos a barafustar por tudo e por nada. Fazendo impor a sua importância. Lançando a confusão.

Medíocres, carentes de protagonismo, tudo aproveitam para se colocarem em bicos de pés. Pretensiosismo e  má-educação são as suas atitudes mais flagrantes. Dão nas vistas pela negativa. Onde quer que se encontrem criam mau ambiente, dificilmente suportável pelos cidadãos que se assumem pela normalidade. Felizmente, a esmagadora maioria.

Em resultado disso, o stress, as quezílias, o mau ambiente que se instala entre nós. No supermercado, no restaurante, na esplanada, na praia, na rua, na estrada. Onde quer que esses 'senhores' se encontrem.

Por isso, desejosos de regressar à normalidade, passamos o mês almejando vê-los pelas costas. O que acontece neste momento. Para bem da nossa saúde mental.

Finalmente, podemos respirar de alívio.

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A cores muito feias

RETRATO DE ALBUFEIRA

 

                            

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SPORT BILLY

É inquestionável que a cidade de Albufeira se tornou num centro cada vez mais procurado por todo o tipo de indivíduos das mais diversas origens. São os que aqui vêm trabalhar e gozar as suas férias, são os que vêm investir desenfreadamente em sectores de negócio geradores de grandes e rápidos lucros, nomeadamente, na construção imobiliária, na restauração e em equipamentos de diversão nocturna e são, ainda, outros que, a coberto de uma aparente legalidade, levam a efeito negócios pouco claros e arredios da lei, principalmente os relacionados com o tráfico de droga e lavagem de dinheiro. A construção imobiliária é o paradigma do autêntico caos urbanístico em que Albufeira se transformou e agora ainda mais acentuado com obras do abjecto Programa Polis. Constrói-se em todo o lado, de forma quase anárquica, desrespeitando o PDM (parece que este só é evocado para impedir construções de particulares, porque para os "patos bravos" é perfeitamente violado e sem consequências) perante a complacência e, quiçá, a conivência da Câmara, descurando-se o equilíbrio arquitectónico do concelho e renegando-se mesmo a cor branca dos edifícios que outrora constítuia lema desta terra. O branco vai sendo substituído pelas mais variadas cores. A "Legolândia, digo, a Marina é o exemplo mais gritante do que acabo de afirmar. Com efeito, não se consegue entender quais os critérios adoptados pela Câmara para exigir que uns edifícios sejam pintados de branco no exterior e que outor escapem a esta exigência. Certamente pretender-se-á uma cidade plicromática, talvez mais próxima das cores do arco-íris,aliás, um espectro colorido cada vez mais na moda. A construção desenfreada e sem critério, complementada com as "inovações" (aberrações) do Polis, contribuiu para que Albufeira perdesse todas as características que a tornaram conhecida em todo o lado. Contudo, os interesses económicos falaram mais alto e aí está o resultado: a massificação do turismo com a inerente falta de qualidade. Por tudo isto, Albufeira passou a ser um destino de eleição para aqueles que apenas veêm nesta cidade uma oportunidade aliciante de fazer fortuna recorrendo a "habilidades" e modos de vida que, em muitos casos, se desenvolvem à margem da lei; a especulação imobiliária é uma facto por de mais evidente. É ver como por aí pululam indivíduos que ostensivamente evidenciam sinais exteriores de riqueza, visivelmente incompatíveis com as actividades que desenvolvem. Sobem na vida vertiginosamente. Qual será o segredo ? Voltando aos caos, se chovesse seria ao dilúvio, não posso de deixar de fazer algumas considerações sobre a baixa de Albufeira que, há já algum tempo não visitava durante a noite. Fiquei perplexo com a balbúrdia que ali se vive. Vê-se de tudo: pedintes, malabaristas, caricaturistas, pintores, músicos, acrobatas, que se misturam com a multidão que por ali deambula. Aquilo mais parece um mercado medieval acrescido de um toque de modernidade que lhe é dado pela existência de consumidores e traficantes de droga. Onde outrora existira um jardim, passou a haver um espaço em betão com degraus e no topo um tanque, além de 3 ou 4 blocos de granito a que chamam de bancos e, ainda, algumas palmeiras desordenadamente plantadas. Este espaço é circundado por ruidosos bares e restaurantes com as respectivas esplanadas que, ocupando grandes extensões do espaço público, contribuem para uma maior confusão, dificultando a mobilidade das pessoas. Estes bares emitem para o exterior um ensurdecedor ruído provocado pela música que, na maioria dos casos é amplificada ou tocada ao vivo, desrespeitando com toda a naturalidade a lei regulamentadora do ruído, perante a passividade das autoridades incumbidas de reprimir tais abusos. Estas passam por aqueles locais e limitam-se a ignorar o que veêm e ouvem, como se tudo aquilo estivesse dentro dos limites legais, não mostrando a mínima intenção de por cobro a tais abusos. É espantoso ! Exige-se, pois, que as autoridades façam cumprir a lei - é para isso que ela existe - contribuindo deste modo para eliminar o terreno pantanoso da impunidade em que vivemos. Os prevaricadores são conhecidos e às autoridades não lhes faltam instrumentos legais para cumprir a sua missão. ACTUEM !!!! A maioria da população aplaudirá.

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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006
Crónica de Albupalmeira

FESTAS E FESTANÇAS

ÁNGEL B. REPOLLO, nosso correspondente            

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Ontem decorreram as comemorações do Dia della Municipalidad. Houve festas e festanças para todos os gostos. De tal ordem que as vinte e quatro horas do dia não foram suficientes e as inaugurações vão prosseguir na próxima quarta-feira, dia 23. Comemora-se, então, o vigésimo aniversário da elevação de Albupalmeira a ciudad.

O povo quer é festas. E o alcalde, conhecedor dos profundos sentimentos do seu povo (onde é que eu já ouvi isto?) dá-lhe o que ele quer. Em doses múltiplas.

Festas para o povo. E uns comes e bebes para alguns, em nome do povo, encherem o bandulho à conta do orçamento

Quem tem tido enorme trabalheira é o líder da oposição, D.Hernando Anastázio. É que o homem tem andado a fazer um apanhado das despesas do Ayuntamiento com festas e afins, para publicitar esses valores num outdoor na próxima campanha eleitoral. E, se além das festas, incluir as excursões feitas com autocarros do Ayuntamiento e outras despesas colaterais, vai parir um outdoor gigantesco, a precisar de várias palmeiras para se fixar.

                    

Porra, que me assustei com a morteirada! Não estava nada à espera. Já é meia-noite e começou o fogo de artifício. Tenho de deixar por aqui a crónica e vou já a correr para a intervencionada cerca do Cabrita, logo aqui ao lado. Vou assistir ao fogo do novo corral que lá construiram e que já está a abarrotar de camones.

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Domingo, 20 de Agosto de 2006
Qual será a causa de tamanho espanto da Primeira-dama?

O Polis de Albufeira?

                                                              Cavaco Silva inaugurou ontem a XXVII edição da Fatacil em Lagoa

                                  José Carlos Campos - "C.M."



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Sábado, 19 de Agosto de 2006
As razões da razão de um albufeirense

Damos hoje à estampa a colaboração prestada por um nosso leitor, cujos pontos de vista subscrevemos integralmente. Tal como - estamos certos - a esmagadora maioria dos verdadeiros albufeirenses (os que são de cá naturais e aqueles que resolveram adoptar como sua esta terra extraordinária, tão maltratada ultimamente).

ALBUFEIRA É UMA REPÚBLICA DAS BANANAS 

                               

COSTA BRAVO                                                                 AlbufeiraPolis 

Definitivamente, embora me custe, devo assumir que vivo numa cidade digna de uma qualquer república bananeira, de nível terceiro mundista. Dir-me-ão que estou a exagerar, mas a verdade nua e crua é que toda a sua dinâmica política, administrativa, social e organizativa, se assemelha em muito com a daquele mundo.

A intervenção daquele sinistro Programa Polis veio pôr "a cereja no cimo do bolo", isto é, se a situação já não era boa, pior ficou.

Fizeram-se as mais disparatadas experiências em termos de intervenção urbanística, resultando daí, uma dispendiosa salganhada de estilos com aplicação de elementos paisagísticos que em nada tem que ver com a história e a arquitectura desta cidade. Só um lunático desprovido de um pingo de senso, poderia defender a construção de três pérgolas (alpendres) no Rossio, completamente desfasadas do meio e sem o mínimo interesse, quer no aspecto estético quer em termos de utilidade.

O mesmo se poderá dizer da construção do silo para automóveis situado na Av.ª 25 de Abril (antiga Concentradora), cujo aspecto exterior está completamente desenquadrado do meio envolvente.

E então o Largo da Meia-Laranja (continuo a chamar-lhe assim) ? É a "coisa" que mais dificuldade tenho em perceber o que é aquilo. Será um palco para futuros desfiles de moda para "a fina flor do entulho" ? Será um espaço destinado a actividades circenses ? Ou será um mamarracho cujos autores ainda estão a pensar qual a uilidade a dar-lhe ?

 E está esta terra sob o jugo dos engenheiros e arquitectos do Polis, os quais põem e dispõem a seu belo-prazer, do aspecto arquitectónico desta cidade.

A Câmara, como é de esperar, assiste impávida e serena à depredação do tudo o que de genuíno esta terra possuía. Este será com certeza, um executivo sempre lembrado não pelo que fez de bem para a cidade, mas sim pelos piores motivos - colaborador na delapidação do património histórico e descaracterização desta cidade. No final do respectivo mandato, sugeria, até, que se colocasse um busto do seu Presidente e outro do famigerado Cercas, no espaço mais "emblemático" da sua obra - Largo da Meia-Laranja. Merecem-no !

O resultado de toda esta "loucura" aí está. Os poucos lugares que existiam para estacionar e transitar viaturas desapareceram. Diziam eles que pretendiam devolver os espaços intervencionados aos transeuntes, eu diria que foram devolvidos aos proprietários dos bares, cafés, restaurantes e afins, os quais puderam aumentar em muito, o espaço no seu exterior, instalando esplanadas, expositores, painéis de publicidade, etc.

Antes havia dificuldade em andar nos passeios e nas ruas por causa dos automóveis, agora ainda é mais difícil, não só por causa do trânsito das viaturas e do seu estacionamento, que cada vez ocupa mais espaço destinado aos peões, como também por causa da ocupação desenfreada do espaço público com esplanadas cada vez mais extensas. Estas até estão isentas do pagamento de taxas pela sua ocupação. Por isso é de aproveitar; é um fartar vilanagem.

Referindo-me especificamente ao trânsito, não consigo entender que se pretende fazer. Colocam-se sinais de trânsito e estacionamento proíbidos, mas ninguém os respeita ou fá-los respeitar. Põem-se sinais que apenas permite o trânsito automóvel a residentes e qualquer bicho careta passa por lá na sua viatura, sem a miníma hesitação.

Verifica-se, pois, uma autêntica anarquia: carros misturados com peões que, por sua vez, transitam junto a cadeiras e mesas das esplanadas, engarrafamentos a todo o instante devido a viaturas mal estacionadas que impedem a circulação de outras, ciclistas a circular por entre a multidão, enfim, isto mais parece as ruas de uma qualquer cidade indiana, onde apenas se nota a falta das vacas sagradas.

As autoridades são chamadas a intervir, mas das poucas vezes que comparecem limitam-se a encolher os ombros porque mesmo que quisessem rebocar um carro mal estacionado, não há espaço para o reboque poder manobrar, tal a amálgama de viaturas em presença.

Mas o pior ainda estará para vir. Se à superfície é o que se está a ver, no subsolo as asneiras feitas em termos de esgotos vão dar que falar. Quando vier a chuva a valer, no Largo da Meia-Laranja vai ser preciso usar botas de borracha e se calhar barcos pneumáticos.

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