Domingo, 31 de Dezembro de 2006
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 A FRASE DE DOMINGO

"Esta gente que, há mais de duas décadas, está no poder não é carne nem peixe, nem arenque vermelho. Ignorantes de tudo, inclusive da História de Portugal. Submeta-se-os a uma vulgar sabatina e o resultado é estarrecedor."

                                                Baptista Bastos, escritor e jornalista in JN



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Sábado, 30 de Dezembro de 2006
Poemas de JOÃO DE DEUS

      A Vida

A vida é o dia de hoje,

A vida é ai que mal soa,

A vida é sombra que foge,

A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve

Que se desfaz como a neve

E como o fumo se esvai:

A vida dura um momento,

Mais leve que o pensamento,

A vida leva-a o vento,

A vida é folha que cai!

 

A vida é flor na corrente,

A vida é sopro suave,

A vida é estrela cadente,

Voa mais leve que a ave;

Nuvem que o vento nos ares,

Onda que o vento nos mares,

Uma após outra lançou,

A vida – pena caída

Da asa de ave ferida –

De vale em vale impelida,

A vida o vento a levou!



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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
No advento de novo Dia Mundial da Paz

Há algum território descoberto e/ou colonizado pelos Portugueses que viva verdadeiramente em Paz?



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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006
Alternativa de Inverno

ESPECTÁCULOS MUNICIPAIS NA PRAÇA DE TOUROS

 ZÉ D'ALBUFEIRA                              Praça de Touros de Abiúl

A previsão de mau tempo, com chuva intensa, para a passagem do ano leva-me a reflectir sobre o risco de ir por água-abaixo o arrojado programa de espectáculos públicos que a Câmara de Albufeira anuncia para o fim do ano.

Risco que seria evitável se o Município (com este ou outro anterior executivo) se tivesse precavido, preparando um recinto alternativo coberto e com capacidade para albergar alguns milhares de pessoas.

Temos na nossa cidade uma praça de touros, porventura das melhores do País, dotada de estrutura que permite a respectiva cobertura.

Que tal - a exemplo do que aconteceu com o LIDL, que cedeu ao Município as suas antigas instalações pelo prazo de três anos - encetar conversações com o proprietário da praça com vista à colocação da cobertura (fixa ou amovível) e à futura cedência do recinto para realizações municipais, quando a intempérie o justificar?



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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006
No rescaldo do Natal

A concluir a série de intervenções que fiz, nos últimos dias, acerca do Presépio e da celebração do Natal (*), a seguir transcrevo, com a devida vénia, do Jornal de Notícias on-line de hoje, um texto não assinado, que reputo de grande (e gritante) actualidade.

                                                                      ZÉ D'ALBUFEIRA

QUEM TEM MEDO DO PRESÉPIO?

                     

Eu que não sou cristão, nem muçulmano, nem judeu, nem hindu (não sou qualquer dessas coisas, nem talvez sequer, no sentido comum e indiferente do termo, agnóstico, e tão-só melancolicamente céptico), gostaria de ser capaz de escrever hoje uma crónica sob a forma de presépio. Seria uma crónica vulnerável e ingénua, feita de palavras elementares como figurinhas de barro ("mãe", "animais", "frio", "calor", "infância"), reunidas em torno de um Deus-Menino, ou de um Menino-Deus, lugar de passagem entre mundos e epifania feliz e deslumbrada do sagrado no natural e do natural no sagrado. Teriam vindo desta vez de muito longe, as minhas palavras, dos sítios fundos onde nascem a música e a poesia. E chegariam num ruidoso e psicadélico submarino amarelo, depois de atravessarem os Seis Mares, para salvar o Natal dos vorazes "Blue Meanies" do comércio e da correcção "multicultural", e restituir a Pepperland as cores primárias da identidade. Porque montar um presépio, mesmo só de palavras, é hoje, em tempos de medo, um gesto de memória e de pertença, senão de rebelião. Hoje temos medo da memória, isto é, temos medo do que somos. E, em nome da segurança, estamos dispostos a abdicar. Eu só tenho palavras; que ao menos elas, as palavras, não abdiquem.

 


 

(*) Para revisitar os posts que publiquei sobre a matéria clique no link Dezembro 2006 na barra esquerda



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É Natal. Nasceu o Deus-Menino, o Salvador.



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ALBUFEIRAsempre

deseja-lhe um

 Santo e Feliz Natal



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Domingo, 24 de Dezembro de 2006
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 A FRASE DE DOMINGO

"Quantas vezes não damos porque temos medo de perder? Ilusão só desfeita com a experiência!"

                                                             Padre Manuel António in O Gaiato



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Sábado, 23 de Dezembro de 2006
Poemas de JOÃO DE DEUS

      Hino de Amor  

Andava um dia

Em pequenino

Nos arredores

De Nazaré,

Em companhia

De São José,

O Deus-Menino,

O Bom-Jesus.

   Eis senão quando

Vê num silvado

Andar piando

Arrepiado

E esvoaçando

Um rouxinol,

Que uma serpente

De olhar de luz

Resplandecente

Como a do sol,

E penetrante

Como diamante,

Tinha atraído,

Tinha encantado.

Jesus, doído

Do desgraçado

Do passarinho,

Sai do caminho

Corre apressado,

Quebra o encanto;

Foge a serpente;

E de repente

O pobrezinho,

Salvo e contente,

Rompe num canto

Tão requebrado,

Ou antes pranto

Tão soluçado,

Tão repassado

De gratidão,

Duma alegria,

Uma expansão,

Uma veemência,

Uma expressão,

Uma cadência,

Que comovia

O coração!

   Jesus caminha

No seu passeio;

E a avezinha

Continuando

No seu gorgeio,

Em quanto o via:

De vez em quando

lá lhe passava

À dianteira;

E, mal pousava,

Não afrouxava

Nem repetia;

Que redobrava

De melodia!

   Assim foi indo

E o foi seguindo.

De tal maneira

Que, noite e dia,

Numa palmeira,

Que havia perto

Donde morava

Nosso Senhor

Em pequenino,

(Era já certo)

Ela lá estava

A pobre ave

Cantando o hino

Terno e suave

Do seu amor

Ao Salvador!                                                               In Cartilha Maternal



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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006
Pela vida contra o aborto

HIPOCRISIA      

     ZÉ D'ALBUFEIRA           teenbirth

Sou contra o aborto. Por uma razão simples e sem necessidade de qualquer fundamentação: porque sou pela vida!

É óbvio que - tal como aceito que o soldado, em situação extrema, mate para não ser morto - admito que o recurso ao aborto possa ser, em casos de vida ou de morte,  um mal menor.

Admito-o com clareza e sem hipocrisias.

Hipocrisia  há em ambos os lados da barricada. Usam-na, por exemplo,  os que hoje condenam a morte dos touros nas arenas e amanhã defendem a aniquilação da vida humana no ventre materno. E também aqueles que pagam abortos às amantes e depois vêm manifestar-se piamente contra o aborto.

Quanto a uns e outros é preciso estar atento. E não seguir-lhes os conselhos eivados de mentira. Cada um deve pensar por si e decidir segundo a sua consciência.

Não vou participar em campanhas a propósito do referendo. Quero tão-somente alertar os cidadãos que me lêem: não se deixem intoxicar por propaganda hipócrita. Atentem às origens e aos protagonistas dessa propaganda. Decidam pelas vossas cabeças, de acordo com os vossos princípios morais e éticos. Tendo presentes os valores que enformam a condição humana.



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