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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Gigante do pensamento português

albufeiradiario, 01.12.20

Morreu Eduardo Lourenço

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                                                                                                                                                                                            d.r.

ZÉ D'ALBUFEIRA com 'Prosa e Poesia em Língua Portuguesa'

O ensaísta, professor e filósofo Eduardo Lourenço morreu hoje em Lisboa, aos 97 anos.

Entre as várias distinções que Eduardo Lourenço recebeu estão o Prémio Casa da Imprensa (1974), o Prémio Jacinto do Prado Coelho (1986), o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon (1988), o Prémio Camões (1996), o Prémio Pessoa (2011), e o Prix du Rayonnement de la Langue et de la Littérature Françaises da Academia Francesa (2016).
 
Em França, recebeu também a condecoração de Officier de l’Ordre de Mérite, Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres; em Espanha, a Encomienda de Numero de la Orden del Mérito Civil.
 
Em Portugal, era Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, de que também possuía a Grã-Cruz, assim como da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem da Liberdade.
 
Era também Oficial da Ordem Nacional do Mérito, Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras e da Legião de Honra de França.
 
O governo decretou um dia de luto nacional, esta quarta-feira, dia 2, pela morte de Eduardo Lourenço.
 
Curvo-me perante a sua memória.

1º de Dezembro de 1640

albufeiradiario, 01.12.20

Restauração da Independência 

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Cortesia RTP

A dinastia espanhola dos Filipes governou Portugal entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.

Foram 120 os conspiradores que, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava o país desde 1580. Miguel de Vasconcelos, que representava os interesses castelhanos, foi morto a tiro e atirado pela janela.

Foi do balcão do Paço que foi proclamada a coroação do Duque de Bragança, futuro D. João IV, e foi também dali que foi ordenado o cerco à guarnição militar do Castelo de S. Jorge e a apreensão dos navios espanhóis que se encontravam no porto.

Até ao final de 1640 todas as praças, castelos e vilas com alguma importância tinham declarado a sua fidelidade aos revoltosos.

A restauração da independência só seria reconhecida pelos espanhóis 27 anos depois, com a assinatura do Tratado de Lisboa.

No 85º aniversário da morte do poeta

albufeiradiario, 30.11.20

Fernando Pessoa

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Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
 
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
 
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
 
Nem se sonha nem se vive:
É uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossível jardim.
21-11-1909

Novo jardim na meia laranja

albufeiradiario, 25.11.20

Memória que desperta o futuro

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                                                                                                                                                                                                        Vítor Sousa

ZÉ D'ALBUFEIRA

O meu (muito estimado) amigo Vitor Sousa, porventura o fotógrafo albufeirense mais talentoso da atualidade, às voltas com o baú em que religiosamente guarda as milhentas imagens artísticas captadas através da sua longa existência (já leva mais de 60 anos de uma rica vida vivida com intensidade e paixão...), nas quais tão bem fixou para memória futura momentos, pessoas e património inesquecíveis da nossa terra, trouxe-nos a lembrança de um crime hediondo perpetrado há década e meia pelo Programa Pólis de má memória, sob beneplácito da câmara municipal de então [alguns ainda lá estão].

Refiro-me ao antigo jardim da meia laranja, ocupando a totalidade do Largo Engº. Duarte Pacheco,  romântico ponto de encontro de naturais e visitantes, pungentemente prostituído em total desrespeito pela memória coletiva do nosso povo, onde blocos de pedra inestéticos e frios substituíram os sempre quentes e cromáticos canteiros de flores e as frondosas árvores quase centenárias que albergavam milhares de pássaros cuja presença, esvoaçando, cantarolando e aninhando, a par da colorida presença de peixinhos no lago, transmitiam vida e alegria à nobre praça - hoje completamente atípica.

Sinto não estar longe de interpretar os mais profundos sentimentos das gentes de Albufeira, se disser que é tempo de reverter a presente situação, que a todos entristece e desconforta.

Permito-me, por isso,  sugerir à edilidade que promova a requalificação da área, eventualmente levando a cabo um concurso público de ideias para a construção de um jardim urbano adequado às características urbanísticas e paisagísticas de Albufeira. E tendo em atenção as reais sensibilidades e tradições patenteadas pelos munícipes.

Isto sem esquecer que o novo jardim deve assentar sobre uma boa rede de drenagem das águas pluviais.

Julgo não ser pedir muito... quando se gastam centenas de milhar de euros em aviões que a ninguém aproveitam, iluminações sem visitantes e com o comércio fechado, aquisição de prédios que continuam ao abandono, para além de outros gastos sumptuosos sem retorno que se veja.

Tira-e-põe

albufeiradiario, 19.11.20

Andam a brincar com a Proteção Civil

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                                                                                                                                       ALBUFEIRA SEMPRE

ZÉ D'ALBUFEIRA

A Proteção Civil Municipal tem sido um dos setores que melhor funciona, nos últimos anos.

Sempre que alertada, age com prontidão, muito graças à dedicação e empenhamento de quantos lá trabalham.

O que acontece, por vezes, é que os restantes serviços que deviam intervir a seguir, o não fazem, deixando que as situações se perpetuem e agravem.

É o caso da Alameda do Convento, onde a PCM, há alguns meses, colocou umas baias a assinalar um perímetro de segurança para prevenção da eventual queda do muro norte, que ameaça ruir.

Quanto à reparação/escoramento/substituição do muro: nicles.

Ainda por cima, alguém anda a brincar com a situação e com os munícipes: volta e meia as baias são retiradas para, dias volvidos, serem repostas, num jogo de tira-e-põe/põe-e-tira que a ninguém serve.

Imagens que falam por si

albufeiradiario, 18.11.20

Albufeira dá-se mal com os

jogos d'água

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                                                                                                                                          ALBUFEIRA SEMPRE

Será que este vai ser recuperado?

Pavimentos da capital do turismo

albufeiradiario, 17.11.20

Remendos que são obras d'arte

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                                                                                                                                                    Patrícia Pescada

ZÉ D'ALBUFEIRA

Afinal, a câmara de Albufeira sempre tem bom gosto e (notável) sentido estético na pavimentação das ruas citadinas.

Na falta de calçada portuguesa - que, em boa verdade, não parece conquistar os amores dos nossos autarcas - vai-nos brindando com encantadores remendos de alcatrão, artisticamente recortados de modo a fazer lembrar-nos (e aos turistas que nos visitam) as ondas do mar que graciosamente beijam os areais desta pérola alcantilada debruçada sobre o oceano.

Digam lá que não é um deleite passear em Albufeira com o olhar fixo no chão...