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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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ALBUFEIRA EM TRANSFORMAÇÃO

albufeiradiario, 19.06.06

DA SAUDADE DOS SANTOS POPULARES

À MEIA-LARANJA SEVILHANA

ZÉ D'ALBUFEIRA

Se a televisão não passasse as marchas e os nossos vizinhos de Paderne e Olhos d' Água não viessem até nós marchar, quase não dávamos pelos santos populares.

A tradição já não é o que era.  Albufeira  não liga mais ao passado. Quere-se moderna e práfrentex. Já deixou de ser a menina bonita, ladina, pérola alcantilada debruçada sobre o oceano. Misto de campo e de praia,  perfume etéreo rústico-ribeirinho. Alvo casario incrustado sobre as colinas, qual presépio projectado nas águas do mar. Terra de gente simples e simples costumes.

Veio o Santo António... Vem o São João... Vem o São Pedro. E não há fogueiras para saltar. Nem sortes para tirar.

Nem há nada, nada, a lembrar os bailaricos nos mastros da Maria Camarôa, da Chíchara, ou do Zé Labisa, à música do acordéon. Não há sequer as bichaninhas, as bombas de São João ou os peidinhos de senhora para queimar. E as cartilhas - lembram-se? - lançadas na rua direita e na esplanada pelo sr. Cravo. Os ricos a brincar com os pobres.

Até já nem temos a meia-laranja. A laranja que manda (a do poder autárquico) travestiu-a de sevilhana. Com palmeiras e páteo e tudo, a condizer. Mas sem alma. Sem alma de Albufeira.

E mais não digo - não venha o meu amigo Nuno apelidar-me de velho do Restelo.

N.A. - O último mastro conhecido, de dimensões reduzidas mas rico de expontaneidade e simbolismo, armavam-no o Chico Piçarra e vizinhos, no Cerro Grande. Deixaram de o fazer há meia dúzia de anos.

contacto - albufeirasempre@sapo.pt

 

 

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