Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Este verão

albufeiradiario, 06.07.07

Por se tratar de uma análise objectiva e extraordináriamente bem elaborada do estado caótico em que se encontra a baixa de Albufeira, resolvemos postar o texto  enviado  esta madrugada pelo n/ leitor Ricardo Silva como comentário ao post "Mais um verão caótico em Albufeira".

.

CAOS REINA EM ALBUFEIRA

                RICARDO SILVA                         

Ao contrário do que algumas personalidades autárquicas afirmavam, este Verão promete ser mais uma época em que Albufeira estará sob os efeitos nefastos do caos e da anarquia.
Com efeito, assistimos a um verdadeiro salve-se quem poder; o abuso institucionalizou-se. Começando pela ocupação da via pública, constata-se que não há estabelecimento comercial, independentemente da actividade a que se destina e da sua dimensão, que não possua no exterior, esplanadas, escaparates, placards, expositores, os quais ocupam espaço superior ao que lhes é permitido. E em muitos casos nem lhes é concedida essa permissão.
Tenta-se acabar com o trânsito na baixa e noutros pontos da cidade por serem zonas pedonais, mas cada vez mais viaturas aí circulam e estacionam, indiferentes à sinalização existente.
O espaço pedonal que devia ser devolvido ao transeunte é ocupado não só pelos carros como também pelas esplanadas, chegando-se ao ponto de cada um dos proprietários dos estabelecimentos a que pertencem essas esplanadas limitarem ilegalmente o seu território com obstáculos físicos, os quais dificultam e impedem a livre circulação das pessoas. Não esquecendo, ainda, a poluição sonora provocada, a qualquer hora do dia ou da noite, pelos bares e mesmo por outros estabelecimentos, veiculada por colunas colocadas abusivamente na rua.
As entidade responsáveis (Câmara, GNR e Polícia Municipal) que deveriam punir estes abusos, o que fazem ? Rigorosamente nada !
São de um inoperância aflitiva; os fiscais da Câmara limitam-se a passear pelo Centro e observam "in loco" os abusos cometidos e, dia após dia, nada é alterado, donde se depreende que a sua acção é completamente inócua.
As forças policiais praticamente constituem um corpo invisível, não se dá sequer pela sua presença. Nas poucas vezes que se tornam visíveis limitam-se a deambular pelas ruas, de mãos atrás das costas em amena cavaqueira, mais parecendo simples turistas.
Confrontam-se com viaturas mal estacionadas, com pedintes e com uma imensa panóplia de indivíduos que, utilizando os mais diversos estratagemas, enganam os incautos turistas. E o que fazem ? Rigorosamente nada !
Impunha-se, pois, que a sua acção fosse notória e actuante procurando dissuadir todos aqueles que, de uma forma ou outra, causam sérias preocupações aos albufeirenses e também a muitos daqueles que nos visitam, criando a sensação de que estão numa terra sem "rei nem roque", onde cada um faz o que quer e lhe apetece.
Ao Sr. Presidente da Câmara e aos Senhores Vereadores atrevo-me a sugerir-lhes que saiam dos seus cómodos gabinetes e "sintam o pulsar da cidade", melhor dizendo, gozem a situação de autêntico caos que esta cidade oferece. Não apareçam só quando há festas "glamourosas" enfeitadas com elementos do chamado "jet set" contratados para o efeito, provavelmente à custa do erário público.
Com estas pessoas, dignas representantes do parasitismo nacional, pretende-se camuflar a realidade desta terra e fazer crer que tudo está bem, fazendo jus ao "slogan": Albufeira sempre em festa.
Infelizmente a realidade é bem diferente.
Para além da iníqua delapidação que, paulatinamente, o Polis vai provocando no património arquitectónico da cidade, com o beneplácito da Câmara, transformando a cidade num imenso estaleiro, cujo resultado final pouco ou nada terá a ver com a genuína Albufeira, também a cidade se vai transformando num viveiro de oportunistas, novos-ricos e outros espécimes pouco recomendáveis, cujo único objectivo é sacar dinheiro no mais curto espaço de tempo, nem que para isso cometam ilegalidades e abusos que vão contra os direitos dos que aqui vivem e muitos dos que aqui passam férias.
É um fartar vilanagem !
Há que eliminar este caos. Acabe-se com este situação pantanosa em que o cidadão cumpridor é frequentemente penalizado e o prevaricador ri-se alarvemente perante a permissividade e a promiscuidade que o próprio sistema franqueia. Exige-se, assim, que as entidades responsáveis actuem com rigor e sem tibiezas. Uma (Autarquia) porque foi mandatada pelo povo para defender os seus interesses, a outra (GNR) porque tem na sua essência a obrigação de zelar pela segurança das pessoas e pugnar pelo escrupuloso cumprimento da legalidade.
Que não falte coragem nem vontade política !

 

 

3 comentários

Comentar post