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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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Ninguém é profeta na sua terra

albufeiradiario, 15.07.07

ALBUFEIRA TRATA MAL OS SEUS ARTISTAS

                    Handycraft Shop

                           Chico Piçarra na sua loja de artesanato. Ao alto, quadros seus de portas e janelas do Algarve

ZÉ D'ALBUFEIRA

Estou a ver na televisão uma gala internacional, transmitida em directo pela RTP1, para premiar os melhores da diáspora portuguesa nas artes, na cultura, nas ciências e no meio artístico.

Curiosamente, alguém interpreta a "Canção do Mar", tema da autoria do algarvio Filipe de Brito e Ferrer Trindade. De imediato me assalta a questão: que é feito de Filipe de Brito? Um artista da nossa terra, cuja canção (fado?) atrás citada foi interpretada, pela primeira vez, por Amália Rodrigues (a grande Amália!) em 1955 no filme "Os Amantes do Tejo" e que, mais recentemete, tem sido levada para além-fronteiras pela voz inigualável de Dulce Pontes (nomeadamente na banda sonora do filme "As Duas Faces de um Crime", com Richard Geere).

O Algarve e os algarvios tratam muito mal os seus artistas.

Albufeira, então, nem se fala!

Os poderes públicos locais dão importância a toda a chusma de parasitas que por aqui aparecem, seja a propósito de desfiles de moda ou de outras modas quaisquer. Franqueiam os espaços públicos e as galerias municipais a toda uma panóplia de pseudo-artistas, de duvidoso valor, que aqui afluem em busca do lucro fácil que é fácil encontrar entre papalvos. E ignoram permanentemente artistas locais, como Francisco Piçarra, José Monteiro e outros, que os albufeirenses conhecem sobejamente e sobejamente admiram como artistas populares na verdadeira acepção da palavra e lídimos representantes da cultura que é a nossa. Nossa daqui - de Albufeira.

Contradição ou não, está neste preciso momento a actuar no (assassinado) largo Engº. Duarte Pacheco, em espectáculo promovido pela Câmara, o conjunto local Banda Alhada. Que, verdade seja dita, tem sido apoiado pelo Município, inclusivamente em viagens pelo estrangeiro.

O que, sendo excepção, confirma a regra. E confirma que ter à frente presonalidades economicamente influentes é meio caminho andado para a obtenção de patrocínios municipais.

Disso não se podem ufanar nem Francisco Piçarra nem José Monteiro...

A não ser que arranjem para seu mentor um empresário de peso. Ou se inscrevam nos Amigos de Albufeira.

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