No centenário do P. Semedo
ESQUECIDO QUEM TANTO FEZ POR ALBUFEIRA
ZÉ DE LAGOA ![]()
O Padre Semedo (de seu nome completo José Manuel Semedo de Azevedo), se fosse vivo, teria completado, este ano, cem anos de idade.
Com as suas virtudes e defeitos de Homem e de Padre, foi uma figura que se impôs na sociedade - e no tempo - em que viveu.
A ele se ficou a dever a "descoberta" do Beato albufeirense Frei Vicente de Santo António e o início do culto a este mártir - único mártir algarvio - natural de Albufeira.
Também a ele se ficaram a dever as primeiras (pelo menos, as primeiras conhecidas) descobertas arqueológicas do passado da nossa cidade, criando o Museu Arqueológico-Histórico de Albufeira.
Foi sócio-correspondente da Academia Portuguesa de História (presidida pelo ilustre algarvio, natural de Olhão, Dr. Alberto Iria) e do Instituto Português de Heráldica, a ele se ficando a dever importantes estudos sobre os Brazões de Armas de Albufeira.
Foi também fundador e primeiro director do jornal Notícias de Albufeira, em colaboração com os igualmente saudosos algarvios Gentil Marques e João Arroube Correia.
Por tudo isto e muito mais, merecia a memória do Padre Semedo - e o seu legado cultural - ter sido lembrada e assinalada com algum relevo neste centenário do seu nascimento.
Mas não foi. Por esquecimento dos homens. E incúria das instituições.
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