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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Com a nossa "massa"

albufeiradiario, 17.06.08

Albufeira Anima

 

 

Dia 11 de Julho - Balaia Golf Village

Die Die Bridgewater

Preço - 25 euros (jantar + 30 euros)

 

Dia 18 de Julho - Sheraton Algarve

The Doors

Preço - 35 euros

 

Dia 25 de Julho - Hotel Grande Real Santa Eulália

Caetano Veloso

Preço - 30 euros (jantar + 65 euros)

 

Dia 29 de Julho - Marina de Albufeira

Diana Krall

Preço - 30 euros

 

Dia 1 de Agosto - Herdade dos Salgados

Simply Red

Preço - 30 euros

 

"No coments"

 


 ESCLARECIMENTO

Face ao tom de alguns comentários, convém esclarecer, em abono da verdade, o seguinte: os concertos atrás enumerados, embora incluídos no "Albufeira Anima", são promovidos no âmbito do programa Allgarve, administrado pelo ministro Manuel Pinho. Os eventos da responsabilidade da Câmara decorrerão em recintos públicos, com acesso gratuito.

                                                                            ZÉ D'ALBUFEIRA, 20 Junho 2008

  

Tempo ajuda

albufeiradiario, 16.06.08

COMÉRCIO "MEXE"

...MAS POUCO

      ZÉ D'ALBUFEIRA                 

O estado do tempo deu hoje  uma ajudinha às pequenas lojas de comércio tradicional de Albufeira, afastando os banhistas da praia. Antes da hora do almoço eram muitos os que procuravam fazer compras na baixa da cidade.

Mas este parco movimento não pode ser entendido nem como prémio de consolação. É que o grosso da coluna continua a rumar às grandes superfícies sempre que a atmosfera fica embrulhada.

Basta ver o movimento da 125 entre Ferreiras e Guia, com intermináveis filas de carros. E os lugares de estacionamento do shopping praticamente à pinha. [E queixa-se esta gente do preço dos combustíveis...!]

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Símbolos nacionais

albufeiradiario, 15.06.08

 

(MAU) USO E ABUSO

ZÉ D'ALBUFEIRA 

As autoridades deste País assistem impávidas e serenas a todos os atentados aos símbolos da Pátria (não sei se o Bloco me deixa usar esta expressão...).

Depois da vulgarização desmedida da bandeira nacional, assiste-se agora à utilização do hino no spot publicitário de uma cerveja que patrocina a selecção.

Por este caminho, ainda vamos ver a foto do PR associada a um qualquer anúncio de bronzeador apoiante da equipa das quinas.

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Humor fim-de-semana

albufeiradiario, 14.06.08

MOTARD PROCESSA MUNICÍPIO

ZÉ D'ALBUFEIRA                foto "C.M."

A cidadã da foto anunciou que vai processar o Município por incúria dos serviços, uma vez que uma irregularidade no pavimento da rotunda do Poço da Morte lhe provocou um despiste, estatelando-se junto à vedação do Forno da Telha. Ainda por cima, no acidente, perdeu uma peça de roupa, deixando-a semi-desnudada à mercê dos olhares (gulosos) dos transeuntes...

 

Nova grande superfície comercial

albufeiradiario, 13.06.08

ACOSAL E MUNICÍPIO RETOMAM POLÉMICA

ZÉ D'ALBUFEIRA              

A semana que hoje finda fica marcada pelo reacender da polémica registada à volta do licenciamento da nova grande superfície comercial a edificar na Guia pelo gigante Gran Plaza, com o líder da associação comercial da baixa de Albufeira a acusar o presidente da Câmara de "não ter travado o projecto em tempo útil", e o autarca a confirmar ser "impossível travar o projecto, legalmente definido há 10 anos".

Para permitir aos nossos leitores uma análise objectiva da questão, sirvo-me, mais uma vez, do "barlavento" para dele transcrever, com a devida vénia, os textos sobre a matéria.

 

Clique AQUI para aceder à posição da ACOSAL.

 

Clique AQUI para aceder à posição do presidente da Câmara.

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Poetas algarvios de sempre

albufeiradiario, 11.06.08

ANTÓNIO RAMOS ROSA

 

Poeta e ensaísta algarvio, natural de Faro, onde nasceu a 17 de Outubro de 1924. 

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Ramos Rosa tomou o rumo para Lisboa, depois de ter passado a juventude em Faro. Na capital, vivendo intensamente a vitória dos Aliados, trabalhou no comércio, actividade que logo abandonou para se dedicar à poesia.

Nos anos cinquenta, foi um dos directores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. Colaborou ainda com textos de crítica literária na Seara Nova e na Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.

Como poeta, estreou-se na colectânea O Grito Claro (1958). Estava criado o movimento da moderna poesia portuguesa. Ramos Rosa era o poeta do presente absoluto, da «liberdade livre» e sobe todos os degraus da admiração europeia. Em Portugal é comparado com os grandes escritores nacionais. Urbano Tavares Rodrigues considerou-o como o empolgante poeta das coisas primordiais, da luz, da pedra e da água. 

Um dos mais fecundos poetas portugueses da contemporaneidade, a sua produção reflecte uma evolução do subjectivismo, em relação à objectividade. Reflectem-se nela variadas tendências, desde certas formas experimentais até a um neobarroquismo. A sua escrita, caracterizada por uma grande originalidade e riqueza de imagens tácteis e visuais, testemunha muitas vezes uma fusão com a natureza, uma busca de unidade universal em que o humano participa e se integra no mundo, estabelecendo uma linha de continuidade entre si e os objectos materiais, numa afirmação de vida e sensualidade. Nos seus textos, está frequentemente presente uma reflexão sobre o próprio acto da escrita e a natureza da criação poética, a questão do dizível e do indizível.

Ramos Rosa, também tradutor, escreveu dezenas de volumes de poesia, entre os quais Voz Inicial (1960), Sobre o Rosto da Terra (1961), Terrear (1964), A Constituição do Corpo (1969), A Pedra Nua (1972), Ciclo do Cavalo (1975), Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986, Grande Prémio de Poesia Inasset), Acordes (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores), Clamores (1992), Dezassete Poemas (1992), Lâmpadas Com Alguns Insectos (1993), O Teu Rosto (1994), O Navio da Matéria (1994), Três (1995), As Armas Imprecisas (1992), Delta, Pela Primeira Vez (1996) e A Mesa do Vento (1997, primeiramente editado em França), Pátria Soberana e Nova Ficção (2000).

Entre os seus ensaios, contam-se Poesia, Liberdade Livre (1962), A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), Incisões Oblíquas (1987), A Parede Azul (1991) e As Palavras (2001).

Tem recebido numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988. É geralmente tido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos.

Para Ramos Rosa, escrever é, sempre, a necessidade de respirar as palavras e de às palavras fornecer o frémito do ser, os pulmões do sonho, e, com elas, criar a dádiva do poeta.

 Em 2001, o poeta lançou Antologia Poética, com prefácio e selecção de Ana Paula Coutinho Mendes.

 

Fonte - & As Tormentas
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Escrevo-te com o fogo e a água
 
Escrevo-te com o fogo e a água. Escrevo-te
no sossego feliz das folhas e das sombras.
Escrevo-te quando o saber é sabor, quando tudo é surpresa.
Vejo o rosto escuro da terra em confins indolentes.
Estou perto e estou longe num planeta imenso e verde.

O que procuro é um coração pequeno, um animal
perfeito e suave. Um fruto repousado,
uma forma que não nasceu, um torso ensanguentado,
uma pergunta que não ouvi no inanimado,
um arabesco talvez de mágica leveza.

Quem ignora o sulco entre a sombra e a espuma?
Apaga-se um planeta, acende-se uma árvore.
As colinas inclinam-se na embriaguez dos barcos.
O vento abriu-me os olhos, vi a folhagem do céu,
o grande sopro imóvel da primavera efémera.


Volante Verde - 1986
in Antologia Poética (selecção de Ana Paula Coutinho Mendes)

 

10 de Junho

albufeiradiario, 10.06.08

Dia de Portugal

de Camões

         e das Comunidades            

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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 

(Luis Vaz de Camões)


 

 

 A FRASE DO 10 DE JUNHO

 

 

"Hoje, os Portugueses comemoram o Dia de Portugal órfão (de Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e Mário Soares) e sucessivamente adiado." 

.                                                   Marcos Carrola, Sociólogo, in Revista Iberica

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Por todo o lado

albufeiradiario, 09.06.08

O SOFISMA DOS PDM's

         ZÉ D'ALBUFEIRA                mapa-map-albufeira

Há anos, no tempo da outra senhora, deu brado - foi escândalo público - um terreno que "mudou de côr" por acção da Câmara de Albufeira. Para benefício de uns quantos amigalhaços do presidente, que o haviam adquirido  por tuta e meia porque nele "não se podia fazer nada", integrado que estava em "zona verde". Num ápice, deu-se a transformação e, de verde, o terreno passou à côr do cimento.

As coisas, hoje, não se passam assim. Mas quase.

O arbítrio deu lugar à legislação que regula as políticas de ordenamento do território. E, como cogumelos, cresceram os PDM's (Planos Directores Municipais). Tudo bem. Tudo legal. Tudo democrático. E no respeito pelas normas do Direito.

Só que, de norte a sul do País, se assiste todos os dias aos mais grosseiros atropelos aos PDM's, sempre com a aparência de medidas legais. Sancionadas pelas respectivas Assembleias Municipais e pelo poder central.

Se se quer construir uma grande superfície comercial - altera-se o PDM! Se de uma vivenda se quer edificar um bloco - altera-se o PDM! Se as garagens poderão ser mais rentáveis transformando-as em áreas comerciais - altera-se o PDM! Se se se - altera-se altera-se altera-se!

Não estou a falar de corrupção. De maneira nenhuma. Só estou a querer alertar para a (aparente)  inutilidade dos Planos... Já dizia o outro:  "as leis fizeram-se para ser alteradas conforme as circunstâncias".

 

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albufeiradiario, 07.06.08

 PERGUNTA INDISCRETA

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Qual é a força de bloqueio [onde é que eu já ouvi isto?que impede o Imortal de progredir com normalidade e eficiência?

Segurança do campo da bola do Inatel

albufeiradiario, 06.06.08

PARECE QUE FOMOS OUVIDOS

           ZÉ D'ALBUFEIRA                         

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Pelo menos à noite, já há 3 seguranças a vigiar o parque de estacionamento do campo da bola do Inatel. O que nos permite pensar que, de facto, somos  lidos nos corredores do poder. E que a justeza das nossas posições é reconhecida por quem manda.

Enche-nos de satisfação o sentimento do dever cumprido.

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