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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Até sexta-feira

albufeiradiario, 03.02.09

MAU TEMPO CONTINUA

ZÉ D'ALBUFEIRA                          

Apesar da nota de optimismo que deixámos expressa no nosso post de domingo, não devem os moradores e comerciantes da baixa abrandar os seus cuidados de prevenção de inundações. É que o Instituto de Meteorologia prevê que o mau tempo, com chuvas fortes, vai continuar pelo menos até sexta-feira. Em princípio, no sábado à tarde teremos o sol de volta para ficar.

 

Albufeira de outros tempos

albufeiradiario, 02.02.09

A FEIRA DO PAU ROXO

ZÉ D'ALBUFEIRA                     

Se a tradição ainda fosse o que era, ocorreria por estes dias a Feira do Pau Roxo.

O Largo de S. Sebastião (primeiro) e, em épocas mais recentes, o jardim da Meia Laranja enchiam-se de toneladas de cenoura roxa (vulgo pau roxo), comprada aos quilos pelos naturais desta pacata vila de pescadores e pequeno comércio. Cozida e conservada em azeite, constituiria ao longo do Inverno o acompanhamento privilegiado das refeições das famílias albufeirenses de então.

Na Rua Direita, junto à bomba do Mário Vargas, transaccionavam-se os frutos secos. E ao alto das escadinhas do túnel e na garagem do dr. Nuno, as carnes e enchidos de porco.

Naquele tempo de miséria, em meados do século passado, embora houvesse os talhos do Carlos Ventura, do Caixinha e do "Pai d'Céu", muita gente se abastecia de carne neste dia junto dos produtores alentejanos que aqui afluiam com "porco caseiro". A carne era conservada "debaixo de sal" num caixote ("salgadeira") e, mais tarde, utilizada à medida das necessidades, em particular quando, por via das tempestades no mar, o peixe faltava. 

Retenho na memória a imagem de um desses alentejanos, o Ti Cavaco, proprietário de uma mercearia e tasca rústicas junto à passagem de nível do Carregueiro, em cujo quintal se matava o porco, preparavam as carnes e enchiam as chouriças [ainda não havia a ASAE]. Com muitos clientes em Albufeira, que mantinha de ano para ano,  recebia com especial carinho os habitantes da nossa terra em trânsito para a capital ou em regresso dela.

Os locais onde tudo isto se passava ainda permanecem: o Largo de S. Sebastião (Praça Miguel Bombarda), as escadas, a garagem do dr. Nuno, a Rua Direita e a Meia Laranja, esta embora amputada do jardim e meio prostituída. Algumas pessoas desse tempo, cada vez em menor número, também ainda por aqui se vão conservando, nesta terra que já não reconhecem como sua. Só dos hábitos, da vivência e do fascínio das coisas simples, mas importantes para o tecido social da altura, não restam quaisquer resquícios. Nem é nem será mais possível repeti-las. Não passam de uma saudade. Cada vez mais distante.

Retocado em 5/2/09.

 

Tempestade desta madrugada

albufeiradiario, 01.02.09

NADA DE NEGATIVO A ASSINALAR

ZÉ D'ALBUFEIRA              Largo Eng. Duarte Pacheco, em Albufeira

Se se apontam os erros quando as coisas correm mal, justo é também que se relevem as situações positivas com que nos deparamos.

Esperava-se que a tempestade que esta madrugada se abateu sobre todo o território nacional provocasse estragos em Albufeira. Não seria nada de novo se tal acontecesse, particularmente na baixa da cidade.

Por obra ou não da intervenção recente no subsolo da Rua Direita e da reabertura do caneiro ao fundo da Avenida 25 de Abril - o que é certo é que não ocorreram cheias nas áreas mais críticas de Albufeira em matéria de inundações. Parece que houve apenas uns problemazitos sem expressão na Praça dos Pescadores. Que, aliás, terão sido minorados pela intervenção, desta vez preventiva, da Protecção Civil municipal, nomeadamente desaconselhando o estacionamento de carros em algumas zonas, a par de outras medidas.

É com regozijo que assinalamos estes factos, na esperança de que eles constituam um sério indicativo de que as soluções implementadas estão no bom caminho. E que outras se lhes seguirão. Para sossego de moradores e comerciantes. E tranquilidade de todos.

 

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