PONHA FIM AO DESCALABRO
DAS MUDANÇAS NO GIRO
ZÉ D'ALBUFEIRA
d.r.
Nesta macacada das alterações dos itinerários do Giro, alguém ao mais alto nível autárquico perdeu uma óptima oportunidade de evitar o ridículo.
Se pudéssemos comparar a Câmara de Albufeira a uma Universidade, diríamos que esse alguém sofreu um humilhante chumbo na cadeira de gestão de transportes urbanos.
Se não, vejamos.
A retirada do vermelho 2 do Páteo, fazendo-o arrepiar caminho na rotunda dos golfinhos, não beneficiou ninguém. NINGUÉM. Mas prejudicou muita gente. Desde logo, os idosos - que não são poucos! - que se deslocam ao Centro de Saúde (CSA). Antes iam directos e a horas de tirar senha para consulta ou tratamento. Agora, ou fazem parte do percurso a pé, para apanhar o "2", ou, seguindo no "1", vão chegar ao CSA muito mais tarde, quando o autocarro regressa ao Páteo, depois de ter passado pelo Terminal e iniciado novo percurso.
Prejudicados são também os utentes que utilizam este meio de transporte para fazer compras nas grandes superfícies (também têm direito a comprar mais barato - ou não?). Antes, deixavam e tomavam o autocarro à porta do Modelo e Pingo Doce. Agora, têm de carregar com os sacos cheios até às traseiras dos Paços do Concelho. Ou então, arriscam subir dos golfinhos ao Páteo a pé, sob o sol escaldante do Verão ou sofrendo na pele as intempéries próprias dos meses invernosos.
Um dos argumentos utilizados para justificar as alterações impostas, sem qualquer consulta aos interessados nem aviso prévio de qualquer espécie, foi o facto de o "2" transportar mais passageiros que o "1". Agora, o "2" circula vazio...
Abstenho-me de comentar os resultados obtidos com as alterações nas restantes linhas. O caso parece ultrapassado, uma vez que fonte fidedigna me deu conta do regresso ao modelo anterior.
Não cabe na cabeça de ninguém que alguém tome medidas desta índole sobre o joelho, sem ouvir os interessados, nem ponderar convenientemente os prós e os contras. No caso em apreço, se se colocassem num prato da balança os prejuízos causados aos utentes e no outro os benefícios, o prato dos prejuízos cairia vertiginosamente e com grande estrondo. Porque no prato dos benefícios estaria ZERO!
APELO
Em nome das dezenas de munícipes do Páteo, utentes do Giro, que nos últimos dias me têm procurado a pedir a divulgação do seu descontentamento -solicitando-me, até, a elaboração de um abaixo-assinado para apresentar a quem de direito -, permito-me lançar um apelo ao presidente da Câmara para que, com a sua habitual sensatez, ponha cobro de vez a esta macacada. Nem que para tanto tenha de desautorizar alguém que prestou um péssimo serviço à população. E ao próprio presidente, convenhamos.
*foto ALBUFEIRAsempre