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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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Não é solução

albufeiradiario, 25.06.09

IMPOSTO DE TURISMO

PARA QUÊ ?

ZÉ D'ALBUFEIRA                                     

Foram de todo infelizes as declarações de Manuel da Luz a sugerir a criação de um imposto de turismo.

Numa altura em que o sector volta a estar em sérias dificuldades, resultantes não somente da sua própria degradação, bem patente nos últimos anos, mas agora também por força da péssima situação económica internacional, de contornos ainda não totalmente definidos e sem um fim que se vislumbre a curto ou médio prazo - falar na oneração daqueles que (ainda) aqui vêm deixar umas massas significa encorajá-los a procurar outras paragens.

Se a situação da nossa actividade turística já é periclitante, com um período real de funcionamento rentável de apenas três meses, a bombástica afirmação do presidente da Câmara de Portimão, se alcançar (esperemos que não) repercussão na comunicação social dos países que geram os fluxos que alimentam a nossa hotelaria, rápido se tornará em autêntica bomba de destruição do que nos resta em matéria de visitantes estrangeiros.

Razão têm desta feita os hoteleiros da região para contestar, pela boca do seu estafado porta-voz, Elidérico Viegas, os propósitos enunciados pelo autarca da cidade do Arade. Que, compreendemos, gostaria de ver deste modo colmatada a inevitável diminuição das receitas do seu município face à difícil conjectura que se adivinha em relação ao futuro.

Mas mesmo em termos exclusivamente economicistas não é líquido que, sendo o imposto apenas de cinquenta cêntimos ou um euro por visitante, conforme preconiza Manuel da Luz, as verbas arrecadadas sejam suficientes sequer para suportar os custos administrativos da respectiva cobrança. Não podendo obviamente compensar de modo algum a debandada da matéria prima que alimenta os nossos estabelecimentos hoteleiros e similares.

Daqui se infere que, perante a previsível queda das receitas ordinárias, nos anos difíceis que se aproximam, os municípios gastadores só têm de deixar de esbanjar dinheiro à toa.

 

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