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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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O site da minha escola

albufeiradiario, 25.07.06

É PRECISO ENCURTAR DISTÂNCIAS

                          wpe10.jpg (49721 bytes)site Letrinhas a Navegar

ZÉ D'ALBUFEIRA

Deambulando pela net,  por mero acaso descobri hoje um site da Escola E.B.1 nº 1, justamente aquela em que os moços e moças de Albufeira da minha geração fizeram a primeira aprendizagem das letras, dos números - e da vida.

Na então (única) Escola Primária de Albufeira frequentei, nos idos de cinquenta, as quatro classes da escolaridade obrigatória, tendo como professores, sucessivamente, a D. Margarida Nascimento (a primeira professora nunca mais se esquece; tenho-a gravada no coração), o prof. Adérito Barreiros e a D. Fernanda Tenazinha. A todos por igual, bem como aos professores do Liceu, devo uma parte importante da formação do meu carácter e do pouco que sei, e muito prezo, da língua e da cultura pátria.

Justo é referir que também me marcou bastante a senhora Gertrudinhas, a contínua. O que aquela santa mulher aturou de gerações e gerações de traquinas, sempre com um gesto de carinho, uma palavra de amor...e, às vezes, uma mão pesada, Deus a abençoe.

Eis que me surpreendo a reflectir sobre o longo caminho percorrido entre a pedra (e o lápis de pedra) do meu tempo - e o computador. Constato que é precisamente nesta geração informatizada, a sociedade da informação, a era do digital e da globalização - é exactamente aqui e agora que algumas distâncias  aument(ar)am desmesuradamente.

Como a distância entre pais e filhos. Pobres e ricos. Os ocupantes do poder político e o grosso da coluna. A escola e o cidadão.

Vivemos ao lado da escola (edifício) mas não conhecemos a Escola (comunidade)! É por vezes necessário um imprevisto, um acaso, um golpe do destino para nos darmos conta de uma realidade que temos ao alcance de alguns passos. Que não foram percorridos, neste caso, nem pelo cidadão nem pela Escola.

É imperioso que ambos os percorram. Por forma a encurtar distâncias. E a construir entre eles uma comunhão abundante. 

                      foto escola.jpg (12443 bytes)

Como gostava que fosse o meu mundo

 
Eu gostava que o meu mundo não tivesse guerra.
Eu gostava que o meu mundo fosse bonito.
Eu gostava que o meu mundo tivesse muita água.
Eu gostava que o meu mundo fosse feliz.
O meu mundo é muito, muito bonito.
 
Trabalho realizado por Alexandra, Luísa e Bárbara
Prof.ª Alzira - 2.º ano
07/02/2001

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