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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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Visita do Papa a Portugal - 2

albufeiradiario, 12.05.10

AS MINHAS NOTAS (SOLTAS)

ZÉ D'ALBUFEIRA                               

OPORTUNISMO. Se outro mérito não tivesse - e tem, concerteza, em termos espirituais - a visita do Santo Padre (fruto do acaso, evidentemente) serviu às mil maravilhas ao poder socrático para apanhar distraídos os portugueses e aplicar-lhes mais uma dolorosa estocada na sua já profunda agonia. O carteiro dos poderosos da UE, José Sócrates, que aliás se tem bamboleado desavergonhadamente à volta do sucessor de Pedro, aproveitou sorrateiramente  o ambiente morno, próprio de um acontecimento desta índole, para apertar ainda mais as goelas aos já muito sacrificados trabalhadores desta terra de Santa Maria. Muito bem acolitado, diga-se de passagem, pelo novo líder do PSD, o qual já aje como vice-primeiro, marcando terreno para garantir uns jobs (vulgo tachinhos...) para os seus fiéis. Tudo tem um preço, não é?

 

CRISTÃOS-NOVOS. Não me tinha apercebido em anteriores visitas papais ao nosso País. Mas agora dou-me conta de como florescem os cristãos-novos à volta de Bento XVI. Políticos sem escrúpulos que dão tudo por um beija-mão, uns segundos de pose, uma busca incansável de notoriedade junto da figura do chefe da Igreja Católica. Os mesmos, afinal, que enquanto senhores do poder democrático acossam a Igreja com atitudes persecutórias elevadas à letra de lei. Como banir os crucifixos das escolas, acabar com os capelães nos hospitais, achincalhar os valores civilizacionais dos católicos, tentar destruir as Casas do Gaiato e estrangular as obras de misericórdia...

 

GREVE. Se as instituições de solidariedade da Igreja Católica em Portugal resolvessem protestar contra as perseguições de que são alvo por parte do "Estado laico" (expressão muito cara ao carteiro da UE e sus muchachos...) e, em consequência, cessassem as suas actividades, o caos de imediato tomaria conta do País. Por notória falta de capacidade do referido "Estado laico" para se substituir à obra assistencial que a Igreja vem desenvolvendo há séculos.

 

IGREJA QUE SOFRE. A propósito. Por que não é dado ao Papa visitar, por exemplo, uma das Casas do Gaiato? Ou uma Misericórdia? Doando aos mais pobres entre os pobres uma parte dos gastos sumptuários realizados (pelo "Estado laico"... e não só) com o cerimonial envolvido na visita?