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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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Visita do Papa a Portugal - 3

albufeiradiario, 13.05.10

AS MINHAS NOTAS (SOLTAS)

ZÉ D'ALBUFEIRA                               

HÁBITO. Houve momentos nas celebrações litúrgicas em que o Papa teve à sua volta mais polícias do que ministros consagrados. Na soleníssima eucaristia desta manhã, por exemplo, quando se deslocou da cátedra para a bênção dos doentes, o Santo Padre viu-se envolvido por inúmeros guarda-costas que não disfarçam e muitos GNR's envergando uniformes e armas de 'combate'. A segurança de Sua Santidade é absolutamente necessária, ninguém de tino ousará colocar em dúvida, para mais quando pairam ameaças à sua integridade física. Mas não seria possível (e recomendável) fazê-lo com maior discrição? Trajando de modo mais recatado, sem aquela ostentação marcial que se viu, para evitar ofender a postura de intimidade e o espírito de paz reinante entre os fiéis. Até, quiça, vestindo uma batina... Afinal, não é o hábito que faz o monge.

 

PROIBIÇÃO. O ridículo por parte das autoridades portuguesas tem sido uma constante nesta visita. Até as lutas intestinas entre pessoas e instituições têm saltado para a ribalta. Muito por culpa da actuação desastrada de políticos sempre prontos para mostrar quem quer, pode e manda.

O presidente da Câmara do Porto, abusando de poderes e usando de discriminação, mandou retirar do edifício do F.C. do Porto na avenida dos Aliados um pendão com que o popular clube portuense (que representa milhares de tripeiros) pretendia saudar Sua Santidade. O que, aliás, assumindo embora outra forma, foi permitido em Lisboa a Sporting e Benfica. Já nem se pode pôr uma 'colcha' na janela...

 

SURREALISTA. Ridículo é também que o pretenso candidato ao trono de Portugal, tratado como tal pelas altas figuras do Estado (um contra-senso da República que não consigo perceber), se arrogue o direito de ser cristão de primeira, reivindicando para si um tratamento especial por parte do Sumo Pontífice por ter celebrado neste dia 13 de Maio o aniversário de casamento. É no mínimo desconcertante a maneira como os mestres de cerimónias se deixam embarcar nestas colagens, que acabam por marcar a diferença...

 

... E AS NOTAS (SOLTAS) DOS OUTROS

 

OS MORNOS. Gostei de ter estado no CCB para o encontro "cultural" com Bento XVI. Não apenas pelo Papa, um dos mais importantes pensadores vivos que sempre li com prazer e proveito. Mas sobretudo para testemunhar a quantidade de "intelectuais" que, apesar de passarem 364 dias a usar a Igreja como saco de pancada, reservaram o 365º para aplaudirem o Papa de pé. Não cito nomes, até porque não tenho espaço. Mas como explicar esta esquizofrenia?

                                                                   João Pereira Coutinho in Correio da Manhã

 

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