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Albufeira Sempre

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albufeiradiario, 07.06.12

À conquista do Euro 2012

Atualizado

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Surpreendentemente ou não, perante um adversário que lhe é manifestamente inferior, a nossa seleção deu uma ténue imagem de si própria ao perder na Luz o derradeiro teste antes da fase final que amanhã tem início em Varsóvia.

Se outro mérito não tiver, o 1 a 3 com que nos vergámos à Turquia servirá para refrear o entusiasmo que se vem apropriando dos fãs lusitanos – fenómeno que, aliás, é muito próprio destas ocasiões, mais ainda, como é o caso, quando o povinho se encontra carente de afirmação e necessitado de alimentar um ego que anda muito por baixo, em bom rigor resultante da situação periclitante a que o país chegou.

A equipa das quinas dá sábado o pontapé de saída na prova da verdade, defrontando a Alemanha. Mais uma caminhada em busca do título que persegue há 28 anos e ciclicamente vê fugir a cada quatro.

As expetativas, como sempre, são altas, talvez demasiado elevadas para as capacidades e o nível de organização a que estamos habituados, fruto muitas vezes do improviso e de explosões espontâneas mas passageiras. Porventura, sobreavaliadas por todos: os protagonistas e, sobretudo, o povo anónimo que, vivendo no dia-a-dia uma profunda crise sem fim à vista, coloca todas as esperanças e expetativas naquele grupo de jovens atletas que dão cartas  no universo da bola.

Ter o melhor do mundo é «xpectaclar», mas nada garante à partida em termos de resultados desportivos. Muito embora sintamos que em nada somos inferiores aos três baluartes, todos ex-campeões, que nos couberam em sorte na fase de grupos.

É fácil (é bom!) sonhar com o êxito neste Euro 2012. Porém, não devemos permitir que os pés se elevem muito da terra. Procuremos viver um jogo de cada vez, acreditando em cada etapa que é possível passar à seguinte. Até à vitória final.

(Minha coluna de opinião "Antes do mais" no «barlavento» de hoje, 07/06/2012)

 

Bocas não desejáveis [*]

Conheço e tenho admiração pelo Manuel José desde o início da década de oitenta, quando, alavancado pelo excelente trabalho desenvolvido no Portimonense, partiu para uma carreira fulgurante, ao mais alto nível do futebol português (e, nos últimos anos, no Egipto), somando êxitos atrás de êxitos.

O mesmo já não posso dizer de Carlos Queirós: lembro-me dele apenas como bom treinador/selecionador de miúdos, excelente organizador fora das quatro linhas... e pouco mais.

Ambos me merecem idêntica condenação pelas bocas críticas que mandaram nos últimos dias contra a equipa de todos nós. Não que eu não seja pela liberdade de expressão: toda a gente sabe que a defendo acerrimamente. Mas pelo timing (mal) escolhido e, sobretudo, pela falta de ética e de solidariedade demonstrada em momento que deveria ser de cerrar fileiras.

Paulo Bento merece mais respeito. Os jogadores, ricos ou não (quem no seu lugar não aproveitaria...?), também! E o povo português, esse, não só merece como exige que as figuras públicas estejam à altura do seu valor.

[*Atualização postada às 16h10 de 07/06/2012].

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