Atropelo aos direitos do consumidor
Rádio Popular da Guia vende computador avariado e não assume responsabilidade

ALBUFEIRA sempre
ZÉ D'ALBUFEIRA
No dia 26 de Dezembro, a Rádio Popular da Guia vendeu um portátil avariado.
Tratou-se de um último exemplar, exposto anteriormente à experimentação de eventuais compradores e vendido no âmbito da campanha de saldos então em vigor.
Constatadas as avarias (duas, no mínimo), o comprador dirigiu-se à loja esta quinta-feira para proceder à troca ou devolução do aparelho.
Foi atendido por uma empregada de baixa estatura, aparentemente mal-humorada e antipática quanto baste que, com ares doutorais [desculpem-me os verdadeiros doutores] logo lhe afirmou ser política da empresa não aceitar trocas ou devoluções.
Perante uma objeção legítima do comprador, que evocou a legislação em vigor, a funcionária aconselhou o cliente a se "informar melhor, que a lei não é bem assim" e, uma vez dentro da garantia, sugeriu que o artigo, cujas avarias ela própria verificou naquele momento, fosse enviado para reparação, tratando da tramitação necessária.
Logo após o cliente ter abandonado a loja, na posse do documento comprovativo da entrega para reparação, um colega da grotesca personagem chamou-lhe a atenção (facto presenciado por outro cliente que assistira ao episódio) por ter "transferido para o cliente um problema que era da Rádio Popular", uma vez que o produto foi vendido com avaria - retorquindo a funesta representante da Rádio Popular que "estes artigos também têm de ser vendidos!"
Bem esclarecedor da consideração que a Rádio Popular tem pelos clientes.
O que interessa é faturar, não importa como.