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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

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Autárquicas 2021 / Albufeira

albufeiradiario, 12.03.21

Avançam os principais protagonistas

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                                                                                                                                  ALBUFEIRA SEMPRE (arquivo)

ZÉ D'ALBUFEIRA

José Rolo nunca ganhou uma eleição para presidente da Câmara (por duas vezes assumiu o lugar em regime de substituição) - nem vai ganhar.

Com o tradicional eleitorado PSD dividido entre ele, Desidério Silva e Abel Zua, todos da mesma área política, quem acabará por sair vencedor da contenda é Ricardo Clemente, caso o PS consiga congregar a sua base eleitoral, dispersa nos últimos anos por razões várias, a que não é alheia a estagnação do partido e uma confrangedora falta de estratégia.

Curiosamente, uma das grandes responsáveis dessa situação, antiga presidente da comissão política local, caraterizada pelo seu cinzentismo e inoperância, passou-se de armas e bagagens para as hostes do antigo presidente do Município. Está para ver se este tirará dessa mudança alguma vantagem nas urnas... Se tem esperança de que Emília Bexiga opere uma transferência do eleitorado socialista, bem pode tirar o cavalinho da chuva, tal foi o marasmo do seu mandato à frente do PS.

Estou em crer que a real disputa se travará entre Ricardo e Desidério, com a balança a inclinar-se, eventualmente, para o primeiro. Até porque o eleitorado de centro esquerda/centro direita que normalmente dita as vitórias em Albufeira, há muito reclama uma mudança significativa na gestão do Município.

E, quer Desidério quer Rolo, já mostraram até à exaustão aquilo de que são e, sobretudo, de que não são capazes, sendo grande o distaciamento dos munícipes em relação à (fraca) prestação deste último.

Resta, portanto, testar o cabeça de lista que representa o centro esquerda (seria abusivo, no presente contexto da política nacional, considerar o PS de esquerda).

Para tanto, deverá apresentar-se com um programa e uma equipa que façam a diferença - o que, na realidade, ainda se não viu.

É bem verdade que falta os pequenos partidos apresentarem as suas caras, mas em nenhum caso interferirão nesta disputa.

Tendo presente embora que em eleições locais se vota nas pessoas mais do que nos partidos - é meu entender que no próximo sufrágio ainda se fará sentir um enorme peso dos partidos do centrão.

Para já, Desidério Silva parece ter partido com vantagem no terreno, face à máquina bem oleada que esta quarta-feira tirou da manga um trunfo de marketing: uma apresentação teatral a que os jornais regionais, àvidos de notícias não-covid, se atiraram como cão a bofe (sem ofensa à comunicação social presente).