Autárquicas 2021 / Albufeira
Não parece risonho o futuro de Albufeira

ALBUFEIRA SEMPRE (arquivo)
ZÉ D'ALBUFEIRA
Se, por um qualquer capricho do sufrágio do dia 26, todos os candidatos, cabeças de lista, fossem eleitos para a Câmara de Albufeira - o concelho ficaria muito mal servido, diga-se em abono da verdade.
Desde logo pela inexistência de pontos de convergência e manifesta incapacidade para gerar consensos.
Depois - e sobretudo - pela carência de visão estratégica que as respetivas campanhas deixam transparecer, não passando do habitual folclore. Isto para já não falar na quase ausência de programas concretos e exequíveis para os próximos quatro anos (já nem vou mais longe). E escrevo 'quase' porque uma das candidaturas, justiça lhe seja feita, propõe um conjunto de medidas que, a serem tomadas, poderão alterar a situação de marasmo em que o Município caíu nos últimos mandatos. Concorde-se ou não com elas.
Por fim, pela falta de rasgo e de perspetivas de longo prazo dos potenciais presidentes, provada no desempenho de funções públicas ou indiciada pela sua inexperiência na vida pública e/ou comprovadas limitações pessoais.
Certo é que há nas diversas candidaturas gente capaz, com provas dadas no terreno, em contextos os mais distintos, atuando no tecido social/económico de tal modo que a população lhes reconhece qualidades para enfrentar novos desafios de futuro.
Mas esses, destinados a atuar na sombra dos cabeças de lista, tal como estes, limitar-se-ão na prática a gerir o dia a dia das autarquias para que forem eleitos - não se vislumbrando que Albufeira e as gerações vindouras logrem colher benefícios das suas eventuais ideias inovadoras.