Poesia popular algarvia
albufeiradiario, 15.05.21
A António Aleixo

d.r.
Que pena não havê-lo conhecido
Oh! Que pena não havê-lo conhecido!
Meu conterrâneo, poeta tão cantado!
Por este Luso Povo tão amado
Por tudo que cantou, enaltecido.
Que amarga e curta vida o céu lhe deu!
Que alma, que valor, que inspiração!
E é o céu que nos dá contradição,
No Homem, no Poeta que nasceu!
A mensagem que deixou, escrita está,
Nesse livro que leio e nunca fecho;
Nessas quadras, nesses autos que li já.
Não se cansam meus olhos nesse trecho
De valor que, a lutar forças me dá
O Poeta do Povo, António Aleixo.
António Machado (poeta vila-realense)
Fevereiro de 1986