Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
2011

ANO DE ASSALTO

AOS BOLSOS DOS TRABALHADORES

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Passado o Natal, ou antes, os Natais - o que não dispensa o Menino Jesus e o que se alimenta (e alimenta os egos de muita gente) com despesismo e novo-riquismo - eis-nos entrados na recta final para um novo ano. Que todos desejam melhor mas (quase) todos sabem que vai ser bem pior.

Desde logo, pela anunciada subida dos impostos e redução real dos salários. Igualmente pelo agravamento do desemprego. Depois, pelo aumento, também certo, de muitos dos produtos essenciais. Finalmente, pior que tudo isto, pela previsível - eu diria mais que certa - imposição de novos PEC's, OE's e quejandos ainda no primeiro trimestre.

2011 vai ser um ano de assalto constante aos bolsos vazios dos cidadãos que trabalham. Para pagar os desmandos e a incompetência de políticos sem categoria e sem escrúpulos, que conduziram o País nos últimos vinte anos ao beco sem saída em que se encontra.

Nem vale a pena chamar-me pessimista e leigo na matéria. Verão que será mesmo assim.

Sem lugar para sebastianismos nem curas milagrosas, a pergunta que se coloca com acuidade, neste momento, aos portugueses é esta: aonde é que isto vai parar?

*foto DireitoeTrabalho.com

 



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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Obras públicas

PERDER TEMPO

PARA "GANHAR"

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

O ritmo de certas obras, muitas vezes, mais parece para entreter do que para as concluir.

É confrangedor assistir ao arrastamento, meses sobre meses, de intervenções que a urgência e oportunidade ditaria para ontem. E que, conduzidas com regularidade, estariam completadas dentro de prazos razoáveis.

Basicamente por duas ordens de razões: ou pela falência dos empreiteiros, e consequente morosidade dos processos administrativos daí decorrentes; ou pelo envolvimento de demasiados organismos públicos que não se entendem, por vezes se contrariam.

Mas há um terceiro motivo, este condenável: a queima de tempo que conduza à revisão de preços!

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010
Com chuva e lama

FEIRA SEM EXPRESSÃO

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Mais fraca do que franca e mais chuva do que negócios. Isto define bem a feira franca de Albufeira, a decorrer desde segunda-feira e a registar menos visitantes que o habitual mercado quinzenal.

Relegada desde sempre para o período final das feiras do Algarve, sem recinto próprio com um mínimo de condições, este evento tradicional perdeu há muito o fascínio dos anos cinquenta/sessenta. Quando representava, para os pescadores e montanheiros de então, a derradeira hipótese de abastecimento para o inverno que se avizinhava. E trazia até aos locais as últimas descobertas da banha da cobra e as novidades dos crimes ocorridos país fora ao longo do ano. Ainda não havia o correio da manha e a televisão não se ocupava do que 'ofendia' a moral vigente.

Nem os estudantes podem dar umas voltinhas nos carrinhos de choque, tão caras elas andam.

Este ano fustigada pela chuva, a nossa feira mais parece um amontoado de feirantes preocupados em envalar o terreno à volta das tendas e cobrir com cartões a lama que teima em reaparecer.

*fotos ALBUFEIRAsempre

Estes nem se deram ao trabalho de armar...
aaa


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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Quem fala assim...

 

"Não sei se há alguém em Portugal que goste deste orçamento".

                                                           Cavaco Silva em entrevista ao Expresso

 

 



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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Grandes superfícies

ABERTURA AO DOMINGO

SIM OU NÃO?

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Não querendo suportar o ónus da decisão sobre a abertura das grandes superfícies aos domingos e feriados, qualquer que ela seja, o Governo resolveu, numa medida descentralizadora, atirar a batata quente para as autarquias. Pretendendo, por outro lado, nada custa reconhecê-lo, permitir a tomada de medidas ajustadas a cada caso. E os autarcas são, de facto, os políticos melhor colocados para o fazerem, de tal modo a sua acção é de proximidade aos cidadãos. Cada cidade é um universo particular, com especificidades próprias, e ninguém melhor que os detentores do poder local legítimo para o conhecerem a fundo e decidirem em consonância com as realidades do tecido sócio-económico em que se inserem.

Não se percebe, por isso, que os Municípios (pelo menos uma boa parte deles) se estejam a movimentar à volta da respectiva associação nacional para concertarem em conjunto uma deliberação... centralizada. Isto é, igual para todos, sem atender às tais especificidades próprias de cada aglomerado populacional. Acabando, ao fim e ao cabo, por fazer o que o executivo do País faria sem ter de recorrer às opiniões locais.

Ora isto é, no mínimo, remar contra a descentralização reivindicada amiúde - e muito bem! - pelos Municípios eles próprios.

No caso particular de Albufeira, não é pública qualquer informação sobre o sentido da deliberação a tomar por quem de direito. Para além da própria vereação e da direcção do partido que a apoia e, eventualmente, das associações de comerciantes - ACRAL e ACOSAL -, ninguém mais tem conhecimento do que se está a passar. E era bom que a grande massa de consumidores, que são a esmagadora maioria dos munícipes directamente interessados, fosse auscultada.

Penso que poucos terão dúvidas sobre as vantagens que advêm da abertura à tarde.

Quanto aos, por alguns (poucos), proclamados prejuízos para o comércio tradicional, ainda está por provar que assim seja efectivamente. Não é por mais quatro ou cinco horas semanais de funcionamento dos super e hipermercados que o gato vai à filhó. Veja-se o que se passa em época natalícia.

O problema da sobrevivência dos lojistas de pequena dimensão é outro bem distinto. E esse prende-se com questões estruturais, nomeadamente de mercados distribuidores, em que os lucros vão sendo absorvidos pelo caminho, deixando aos retalhistas as migalhas que lhes não permitem praticar preços concorrenciais.

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
Prestes a terminar

ÉPOCA BALNEAR 2010

DENOTA FRAGILIDADES

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

A época balnear prestes a finar-se ficou este ano marcada por um constante estado de desorientação que nada abona a favor das entidades tutelares do litoral algarvio.

Desde logo, pela confusão instalada na fase de arranque, em resultado dos novos concursos para atribuição das concessões. Em Albufeira, os primeiros veraneantes depararam-se com praias privadas de serviços de apoio e rigorosamente semvigilância, por manifesta indefinição de quem iria ocupar algumas unidades balneares.  Ainda há em tribunal situações por resolver.

Depois, houve todo um conjunto de mal-entendidos que aconteceram ao longo do Verão e que, em alguns casos, azedaram as relações entre concessionários vizinhos e entre estes e as autoridades. Com os banhistas a queixarem-se de se sentirem cada vez mais condicionados na escolha e ocupação de lugares de permanência nos areais. Isto, também em função da aplicação da lei que impede a utilização de espaços junto às arribas.

A venda ambulante foi outro segmento em que foi visível alguma perturbação, com pessoas não devidamente habilitadas a concorrerem com agentes legalizados.

Por último, a falta de policiamento de proximidade foi uma constante ao longo de toda a época. Conotada com esta realidade, surge a dúvida vivida pelos utentes - e até por alguns concessionários - sobre quem é quem em termos de forças da ordem com jurisdição nas praias.

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Em final de época alta

ALBUFEIRA CARECE DE DISCUSSÃO

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Fosse Portugal um país europeu - melhor, com padrões europeus - e Albufeira uma cidade organizada à volta da sua actividade económica predominante, estaríamos neste momento todos envolvidos na discussão da próxima época turística. E quando refiro todos, são mesmo todos: autoridades municipais, trade, empresas, escolas, estruturas sociais e população. Isto no mínimo dos mínimos. Porque o ideal seria haver planos quinquenais ou de maior duração, sujeitos a ponderação anual em função da realidade dos últimos doze meses. 

Dir-me-ão que ainda não acordei de um conto de fadas. Se calhar, têm razão.

A que se assiste, afinal, neste lavar dos cestos a que Setembro invariavelmente nos conduz?

As autoridades continuam a assobiar para o lado, entretidas mais com a sua própria projecção mediática do que com a real solução dos problemas que se avolumam. Veja-se o caso do ruído. E a ocorrência de avarias diárias e a supressão de carreiras do Giro. E a debilitação em crescendo das vias e equipamentos urbanos, com especial incidência na herança Polis. E... E... E... [que ganda post qu'isto dava!]

O trade, esse está agora mais preocupado em trocar de carro, aumentar os investimentos imobiliários e viajar até aos brasis, com os lucros que chora não ter obtido!

As empresas ocupam-se (aproxima-se o fecho do exercício) de engendrar maneira de fugir a (algumas) responsabilidades.

As escolas continuam desenquadradas e entregues às suas próprias contradições internas, num mundo à parte que é o mundo da educação.

As estruturas sociais dividem-se em dois grupos, com comportamentos diferentes. Enquanto as do aparelho continuam no habitual renhónhó, fazendo-que-fazem-sem-nada-fazer, isentas da menor preocupação de gerar contributos válidos para a melhoria do tecido social e económico em que se inserem, as outras (onde pontuam as IPPSS tipo AHSA e Misericórdia) prosseguem uma luta heróica pela realização dos seus objectivos, não sem um rol de lamentações legítimas, vítimas elas próprias dos desequilíbrios existentes na sociedade local e no País. País cada vez mais desestruturado e abandonado ao deus-dará. De tal modo que os grandes da UE (isto não se noticia por cá, não convém!) ponderam muito seriamente deixar de considerar como membro efectivo, para passar a região periférica com características especiais, condenada a viver dos subsídios e das orientações políticas dos referidos grandes.

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
Apoios a fundo perdido

PESCAS DE ALBUFEIRA

PODEM BENEFICIAR

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

Porque tem inegável interesse para os nossos pescadores,aquilinkamos a portaria 823/2010 de 30 de Agosto, que regulamenta o regime específico de apoio à pequena pesca costeira, no âmbito do PROMAR (fundos comunitários - apoio a fundo perdido até 60% para investimentos não superiores a 25.000 euros).

Esperemos que a tramitação a seguir seja simples e acessível aos empresários locais da pesca artesanal, não constituindo - como é hábito - impedimento às respectivas candidaturas.

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
Imagens que falam por si - LX
                                                                                                                                         ALBUFEIRAsempre

 

aaa

Uma ajuda ao mercado de trabalho.

ccc



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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
O começo da recuperação

ALISUPER PASSA A SPAR

ZÉ D'ALBUFEIRA                           d.r.

A Alisuper deverá adoptar, ainda antes do final do ano, a insígnia do portentoso grupo de distribuição holandês Spar, segundo revelou o novo administrador Carlos Tuta (ex-presidente da Câmara de Monchique). Nessa altura, retomarão a sua actividade as lojas da Alisuper que por ora se mantêm encerradas. Recorde-se que reabriram há menos de um mês as unidades localizadas em áreas turísticas importantes e, por conseguinte, com maiores possibilidades de facturar aos níveis desejados: Albufeira (Cerro Grande e Açoteias), Vilamoura, Vale de Lobo, Quinta do Lago e Portimão.

*foto ALBUFEIRAsempre

 



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