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Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Albufeira Sempre

Diário sobre Albufeira.

Algarvio ilustre

albufeiradiario, 08.03.08

NO ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO

DE JOÃO DE DEUS

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      Despedida  [*]

Adeus, aldeia amiga,

Toda um jardim de flores!

Aqui o ar mitiga

E acalma as nossas dores!

Chama-me o mundo quando

Te amava com paixão;

Irei; porém deixando…

Deixando o coração.

 

Adeus, adeus colinas

E vastos horizontes!

Adeus canções divinas

Das aves e das fontes!

O mundo me convida

A ir-me embora! Ai, não…

Irei deixando a vida,

Deixando o coração!

 

[*] – São Bartolomeu de Messines, honra lhe seja feita, mantém a tradição de homenagear todos os anos, no dia do seu nascimento (8 de Março), o seu filho mais ilustre: o grande poeta e pedagogo João de Deus, figura ímpar da poesia lusitana, sobre quem  Eça de Queiroz (outro grande vulto das letras portuguesas) um dia afirmou: “João de Deus é a alma poética do povo português”.

 

O poema acima transcrito (Despedida), escreveu-o João de Deus quando abandonou o seu rincão natal para ir definitivamente viver para Lisboa.

 

Presto, assim, singela (mas sentida) homenagem aos habitantes daquela simpática vila dos contrafortes da serra algarvia, por terem sabido manter bem viva, apesar dos ventos nem sempre favoráveis, a memória daquele imortal lírico algarvio (cujos restos mortais, para quem não sabe, repousam no Panteão Nacional).

 
                                                                                                                 ZÉ D'ALBUFEIRA

 

Casa-museu de João de Deus (São Bartolomeu de Messines)

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Algarvia, romancista de renome

albufeiradiario, 11.06.07

LÍDIA JORGE VEM A ALBUFEIRA

 

               ZÉ D'ALBUFEIRA                              

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Finalmente, a prima vem conhecer o primo que não conhecia mas ouvia dizer que era o presidente da Câmara de Albufeira.

Lídia Jorge vai estar na Biblioteca Municipal de Albufeira no próximo sábado, dia 16, para a apresentação do seu mais recente romance Combateremos a Sombra.

Natural de Boliqueime, tal como o primo, Lídia Jorge não precisa de apresentações. Escritora e romancista de sucesso é conhecida por todo o País e internacionalmente. O primo é que ainda não.

Poemas de JOÃO DE DEUS

albufeiradiario, 10.03.07

      Duas Rosas

Que bonita, meu amor!

Que perfeita, que formosa!

A ti puseram-te Rosa,

Não te fizeram favor.

A rosa quem há que a veja

Bandeando, sem gostar?

Mas por mais linda que seja

A rosa, quando se embala,

Não te ganha nem iguala

A ti em indo a andar.

 

A rosa tem linda cor,

Não há flor de cor mais linda;

Mas a tua cor ainda

É mais fina e é melhor.

Murcha a rosa (que desgosto!)

Só de lhe a gente bulir;

E essas rosas do teu rosto

É em alguém te tocando

Que parece mesmo quando

Elas acabam de abrir.

 

Cheiro, o da rosa, esse não,

Não, é mais do meu agrado,

Que o seu bafo perfumado,

A tua respiração.

Depois a rosa em abrindo

Vai-se-lhe o cheiro também:

A tua boca em te rindo

Só o bom cheiro exala…

E quando falas, a fala,

Isso é que a rosa não tem.

 

Ela o que tem, meu amor?

O cheiro, a cor e mais nada.

Confessa, rosa animada!

Que és outra casta de flor.

Os olhos só eles valem

Duas estrelas, bem vês;

Pois vozes que a tua igualem

Na doçura, na pureza,

Na terra, não, com certeza;

Agora no céu, talvez.

 

Não há assim perfeição,

Não há nada tão perfeito,

Mas é um grande defeito

O de não ter coração.

Nisso é que te leva a palma

A rosa, sendo uma flor

Sem voz, sem vida, sem alma,

Que abre logo à luz da aurora,

E à noite esconde-se e chora

Pelo sol, o seu amor.

 

Ora e se a rosa, vê bem,

Tem amor, não tendo vida,

Será coisa permitida

Tu não amares ninguém?

Supões que Deus te agradece

Essa isenção, minha flor!

Deus a ninguém reconhece

Por filho senão quem ama:

A terra e o céu proclama

Que Ele é todo puro amor

Poemas de JOÃO DE DEUS

albufeiradiario, 03.03.07

      Despedida  [*]

Adeus, aldeia amiga,

Toda um jardim de flores!

Aqui o ar mitiga

E acalma as nossas dores!

Chama-me o mundo quando

Te amava com paixão;

Irei; porém deixando…

Deixando o coração.

 

Adeus, adeus colinas

E vastos horizontes!

Adeus canções divinas

Das aves e das fontes!

O mundo me convida

A ir-me embora! Ai, não…

Irei deixando a vida,

Deixando o coração!

 

[*] – São Bartolomeu de Messines, honra lhe seja feita, mantém a tradição de homenagear todos os anos, no dia do seu nascimento (8 de Março), o seu filho mais ilustre: o grande poeta e pedagogo João de Deus, figura ímpar da poesia lusitana, sobre quem  Eça de Queiroz (outro grande vulto das letras portuguesas) um dia afirmou: “João de Deus é a alma poética do povo português”.

 

O poema acima transcrito (Despedida), escreveu-o João de Deus quando abandonou o seu rincão natal para ir definitivamente viver para Lisboa.

 

Presto, assim, singela (mas sentida) homenagem aos habitantes daquela simpática vila dos contrafortes da serra algarvia, por terem sabido manter bem viva, apesar dos ventos nem sempre favoráveis, a memória daquele imortal lírico algarvio (cujos restos mortais, para quem não sabe, repousam no Panteão Nacional).

 
                                                                                                                 ZÉ D'ALBUFEIRA

 

Casa-museu de João de Deus (São Bartolomeu de Messines)